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Inadimplência cresce 5,41% no Maranhão e volume de dívidas dispara 12%

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Pesquisa da CDL São Luís e SPC Brasil aponta que cada devedor acumula, em média, R$ 4,3 mil em débitos e tempo de atraso supera 30 meses

O número de consumidores com o nome negativado no Maranhão cresceu 5,41% em setembro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado, levantado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL São Luís), coloca a expansão da inadimplência no estado acima da média registrada no Nordeste (4,58%), embora abaixo do indicador nacional (6,97%). Na variação mensal entre agosto e setembro, o avanço foi de 3,04%.

O relatório aponta uma aceleração ainda mais acentuada no volume total de dívidas em atraso. Em setembro, a quantidade de débitos pendentes no estado saltou 12,27% em relação a 2025 — um ritmo 6,86 pontos percentuais superior ao crescimento do número de devedores. Na comparação regional, a alta do volume de débitos no Maranhão supera a média nordestina (10,40%) e fica atrás da média do país (13,62%). Na passagem de agosto para setembro, os débitos acumulados subiram 4,09%.

Para o presidente da CDL São Luís, Fábio Ribeiro, os números reforçam a necessidade de acompanhar não apenas a quantidade de consumidores negativados, mas também a evolução da quantidade total de pendências contraídas por cada cidadão.

Perfil do endividamento e reincidência

O levantamento revela que a dívida média do consumidor maranhense negativado atingiu R$ 4.337,62, somando todos os compromissos financeiros em aberto. Pequenos débitos ainda concentram parcela significativa dos registros: 30,97% dos inadimplentes devem até R$ 500, e o percentual sobe para 44,40% ao considerar pendências de até R$ 1 mil.

O tempo médio de atraso das contas alcançou 30,4 meses (pouco mais de dois anos e meio). A maior parte dos negativados (35,59%) permanece com restrições no CPF há um período que varia entre um e três anos, evidenciando a dificuldade prolongada de recuperação do poder de compra.

Outro ponto destacado pela pesquisa é o elevado índice de reincidência: 86,51% das negativações efetuadas em setembro correspondem a pessoas que já constavam no cadastro de devedores nos 12 meses anteriores. Do total de registros no mês, 66,03% eram de consumidores que voltaram a ser negativados sem quitar pendências prévias, enquanto 20,48% haviam limpado o nome no último ano, mas tornaram a atrasar pagamentos. Os novos inadimplentes representaram 13,49%.

No grupo de reincidentes, as mulheres formam a maioria, somando 57,39%, contra 42,61% de homens. A faixa etária entre 30 e 39 anos concentra a maior fatia de devedores recorrentes no estado, representando 26,05% do total.

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