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Polícia Civil passa a tratar morte de agente de saúde como homicídio em Cantanhede

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A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) passou a investigar como homicídio a morte do agente de saúde Gabriel Veras da Silva, de 38 anos, cujo corpo foi localizado na madrugada do último domingo (18) entre os trilhos de uma linha férrea no município de Cantanhede. Inicialmente tratado como um possível atropelamento ferroviário ou acidente, o caso sofreu uma reviravolta após o avanço das apurações de campo e depoimentos de testemunhas.

Servidor da Prefeitura de Cantanhede, Gabriel havia saído na noite de sábado (17) para um evento social com amigos. Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais registraram o momento em que a vítima deixou a casa de festas caminhando desacompanhada. Por volta das 3h de domingo, o maquinista de uma composição férrea avistou o corpo caído sobre os trilhos, acionou os freios de emergência e comunicou as autoridades policiais.

No decorrer das investigações, a equipe da Delegacia Regional de Cantanhede identificou três suspeitos, que já foram interrogados: uma mulher identificada como Jade, seu companheiro, Hian, e um terceiro homem. Em depoimento à polícia, Hian relatou que flagrou Gabriel no quintal de sua residência na mesma madrugada e que ambos entraram em luta corporal. Ele admitiu a briga, mas negou autoria ou envolvimento na morte da vítima.

A Polícia Civil apura o itinerário e a cronologia dos fatos ocorridos após o confronto no imóvel para determinar a conexão direta com o óbito. Boatos sobre um suposto relacionamento entre a vítima e a investigada também estão sob análise, embora sem confirmação oficial até o momento.

Os investigadores aguardam a conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), que apontará a causa exata do óbito e direcionará os próximos passos do inquérito. Nenhum suspeito foi preso até o momento. O caso gerou forte comoção na cidade, onde familiares e amigos têm promovido manifestações cobrando celeridade na elucidação do crime.

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