Uma empresa investigada por suspeita de aplicar golpes por meio de falsos consórcios foi interditada durante uma ação de fiscalização em São Luís. A medida foi adotada após sucessivas denúncias de consumidores lesados por prejuízos financeiros. Durante a vistoria no local, o estabelecimento não apresentou documentos que comprovassem a regularidade de suas operações nem a autorização legal para atuar no setor.
O volume de reclamações aumentou recentemente após a interdição de outro estabelecimento acusado das mesmas práticas na Capital, o que motivou a ampliação das vistorias em outros pontos da cidade para identificar demais firmas integrantes do esquema.
Conforme apontado pelas equipes de fiscalização, as empresas sob investigação operavam sem contratos formalizados com administradoras de consórcios devidamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil — requisito obrigatório para a modalidade. Além disso, os profissionais envolvidos não cumpriam as exigências legais relativas ao registro no Conselho Regional dos Representantes Comerciais (Core).
Modus operandi do esquema
De acordo com os levantamentos, os clientes eram captados por meio de anúncios que simulavam a venda de bens de alto valor em plataformas digitais como OLX, Facebook Marketplace e redes sociais, atrelados a falsas promessas de financiamento facilitado e liberação rápida do crédito.
A estrutura investigada dividia-se em três níveis de atuação: jovens com idades entre 18 e 20 anos realizavam a abordagem inicial e a atração das vítimas; um representante vinculado ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) formalizava os contratos; e o proprietário ocultava sua presença física nos locais de fiscalização.
As ações de fiscalização e acompanhamento dos casos continuam em andamento na Capital. Parte das vítimas já obteve o ressarcimento integral dos valores desembolsados, enquanto outros processos seguem sob análise para viabilizar a restituição dos prejuízos.











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