AIJE mira secretários estaduais suspeitos de atuar em rede digital para Orleans Brandão
Caiu como uma bomba no meio político a notícia de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) em trâmite no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). A representação acusa integrantes do primeiro escalão do Governo do Estado de abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Movida pela coligação Brasil Justo, Maranhão Grande, a petição aponta a atuação articulada de 14 secretários e gestores estaduais para alavancar a pré-candidatura e a campanha de Orleans Brandão (MDB) ao governo estadual.
Segundo o levantamento anexado ao processo, que analisou 3.578 publicações em redes sociais, 42 postagens foram feitas em cooperação direta com perfis sob investigação. A maior convergência ocorre na página @portodomaranhao — nome homônimo ao da coligação do candidato —, que figurou como parceira em 25 conteúdos produzidos de forma profissional por titulares das pastas. Entre os citados na petição estão os secretários Jandira Dias (Educação), Raul Mochel (Transparência), Abimael Berredo (Cultura), Liliane Carvalho (Saúde) e Márcio Machado (Governo).
A acusação destaca episódios de suposta coordenação institucional, como o registrado em 8 de agosto de 2026 — antes do período permitido para propaganda eleitoral —, quando 11 secretários publicaram vídeos simultâneos de apoio ao candidato do MDB entre 7h37 e 20h01. A ação sustenta ainda que haveria o emprego de estruturas públicas de pastas como Segov e Seduc na produção e difusão dos materiais, configurando o uso da máquina administrativa em benefício eleitoral.
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