A menos de um mês das eleições, o candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), recorre a uma estratégia manjada da velha política: a promessa demagógica e irrealizável. Nesta quarta-feira (9), o postulante anunciou a isenção de IPVA para motoristas de aplicativo e mototaxistas, acenando com uma economia de até R$ 4 mil por ano aos trabalhadores. A proposta, nitidamente eleitoreira, surge como um aceno desesperado para tentar reverter a impopularidade e capturar votos de uma categoria vulnerável.
A conta, no entanto, simplesmente não fecha. O eleitor maranhense já arca com um dos impostos estaduais mais altos do país — com o ICMS fixado em 23% —, o que encareceu diretamente o custo de vida e a cesta básica. Agora, em um ato de pura irresponsabilidade fiscal, o candidato promete abrir mão de uma fonte vital de arrecadação sem apresentar qualquer estudo de impacto orçamentário ou compensação financeira.
Mais grave do que o rombo no caixa estadual é o golpe direto na economia das cidades. Por lei, metade da arrecadação do IPVA pertence obrigatoriamente aos municípios. Isentar a cobrança na canetada significa retirar recursos essenciais das prefeituras, comprometendo investimentos locais em saúde, educação e infraestrutura.
Trata-se de uma miragem vendida em período de campanha. A promessa mirabolante de Orleans Brandão escancara o uso do populismo fiscal como ferramenta de manipulação, tentando ludibriar o cidadão com facilidades imediatas para esconder a ausência de um projeto de governo sólido e sustentável para o Maranhão.
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