Inspirados em episódios como a “facada de Bolsonaro”, uma suposta “mente brilhante” da comunicação do governo Brandão decidiu fabricar um factoide: a fake news de que o sobrinho do governador estaria sob ameaça de atentados por pistoleiros em Cantanhede. Não é piada: a história foi articulada na tentativa de alavancar a candidatura do parente do oligarca.
O movimento ocorre em um momento de puro desespero para criar um fato novo e chamar a atenção do povo maranhense diante de uma campanha apagada, sem apelo e sem perspectiva de vitória. A família Brandão e sua fragilizada equipe de marketing apostaram em uma tática rasteira para tentar ressucitar uma candidatura que não cresce nas pesquisas sérias — exceto naquelas contratadas por eles mesmos, que são para lá de suspeitas.
O quadro se torna ainda mais grave porque o boato foi transformado em release oficial da comunicação do Governo do Estado e distribuído a jornalistas e blogueiros aliados, utilizando uma megaestrutura que incluiu até sobrevoos de helicóptero.
Acusações e táticas de comoção
A narrativa do suposto ataque é uma mentira de duas pernas curtas. Diante do histórico de uma família citada em denúncias de grilagem, formação de organização criminosa e até envolvimento em assassinatos, surge o questionamento: quem iria querer atentar contra Orleans Brandão, um candidato sem expressão política?
Se há quem tenha capacidade de planejar ataques contra adversários, o histórico aponta para o próprio grupo governista, que já enfrentou denúncias como a tentativa de envenenamento gradual de Gilbson Junior por meio de medicamentos. Fica evidente o uso de uma estratégia suja para causar comoção popular, tentar dar fôlego à campanha apequenada de Orleans e garantir a manutenção do poder a qualquer custo.
Manobra para abafar tragédia e cobrança de apuração
Outro ponto que causa estranheza é o timing do anúncio: a notícia do suposto atentado surgiu poucas horas após a repercussão da morte do jovem que esperou horas por um ferryboat. O episódio gerou comoção em todo o Maranhão e pesou negativamente contra a imagem do governo. A narrativa do ataque surge justamente como uma cortina de fumaça para tirar o foco da tragédia provocada pela inércia da gestão estadual.
A Polícia Civil, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal — órgãos onde os membros da família Brandão já respondem a processos — precisam intervir e apurar o caso com todo o rigor. É necessário esclarecer se há algum vestígio de verdade nessa história surreal. Enquanto a investigação não avança, o episódio não passa de um conto de fadas fabricado para tentar guiar uma campanha fracassada.
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