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Operação do MPMA afasta prefeito de Buriticupu por suposto desvio de recursos públicos

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O Ministério Público do Maranhão (MPMA) realizou, na manhã desta sexta-feira (22), a Operação Comensal, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Buriticupu, São Luís e Bom Jardim.

Durante a ação, foram recolhidos documentos, computadores, aparelhos celulares, mídias digitais e outros materiais que serão submetidos à perícia e análise técnica.

A operação investiga um suposto esquema de fraude em processos licitatórios, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados aos contratos de fornecimento da merenda escolar da rede municipal de Buriticupu.

A lista dos investigados são: João Carlos Teixeira da Silva (prefeito de Buriticupu); Edna Santos Silva (deputada estadual); Vandecleber Freitas Silva (secretário de Administração); Chrystiane Piancó Lima (secretária municipal de Saúde); Áurea Cristina Costa Flor (secretária municipal de Assistência Social); Antônio Pereira da Silva (empresário) e Antonio Leandro Lima do Nascimento (ex-secretário e atual vereador).

As investigações são conduzidas pela Assessoria de Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Polícia Militar do Maranhão. As medidas judiciais foram autorizadas pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

O foco principal da apuração é o Pregão Eletrônico nº 006/2023, destinado à aquisição de alimentos para abastecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Segundo o Ministério Público, há indícios de direcionamento do certame, favorecimento indevido à empresa contratada e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

Na decisão expedida em 27 de abril, o magistrado também determinou o afastamento cautelar do prefeito de Buriticupu e de secretários municipais investigados pelo período de 90 dias. Além disso, os alvos da operação deverão utilizar tornozeleira eletrônica durante o mesmo prazo.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPMA, os investigados podem responder por crimes como peculato-desvio e corrupção.

Os promotores apontam a existência de um suposto acordo entre integrantes da administração municipal e a empresa A. Pereira da Silva LTDA para beneficiar contratos públicos ligados à alimentação escolar.

As investigações ainda identificaram possíveis irregularidades no processo licitatório, incluindo falhas na divulgação do edital, ausência de informações obrigatórias no Termo de Referência e indícios de superfaturamento nos contratos firmados.

Relatórios de inteligência financeira e análises bancárias obtidas durante a investigação também revelaram movimentações atípicas de recursos, levantando suspeitas sobre a existência de um possível esquema de “caixa dois” envolvendo os investigados.