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O próximo a fugir do país é Weverton Rocha…

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Encurralado por investigações no STF e pela PF, senador pdtista pode seguir o mesmo rumo dos aliados Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz para escapar da Justiça.

Enfrentando investigações da Polícia Federal e envolvido até o pescoço nos escândalos do INSS e do Banco Master, o ainda senador Weverton Rocha (PDT) deve seguir o mesmo caminho dos seus amigos e aliados Flávio Bolsonaro e do advogado Willer Tomaz, que deixaram o país para evitar a prisão.

O parlamentar maranhense, conhecido pelo envolvimento em diversos casos de corrupção, ficará a partir de fevereiro de 2027 sem foro privilegiado, sem poder de barganha e sem força política, tornando-se alvo fácil para as investigações. Com a perda da blindagem, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) poderão aprofundar e identificar ainda mais as irregularidades atribuídas a Weverton Rocha, que corre risco real de ser preso.

Diante dessa realidade, o parlamentar deve aproveitar o pouco tempo que resta para seguir os passos do seu compadre Willer Tomaz, apontado pela PF como operador financeiro e parceiro direto em esquemas de lavagem de dinheiro do senador. Investigações da Polícia Federal, no âmbito de desdobramentos como a Operação Sem Desconto, apontam que os dois possuem ligações empresariais e movimentações financeiras cruzadas por meio de empresas como a Jota Comunicação S.A., a Rocha Holding Patrimonial e a DJ Agropecuária, além de compartilharem bens de luxo, incluindo aeronaves e imóveis de alto padrão, como uma mansão em Brasília.

Willer Tomaz é suspeito de atuar na ocultação de bens e na lavagem de recursos ligados a Weverton e a seus familiares, sendo alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF. Sem medidas cautelares que o impedissem de viajar à época, o advogado — que também é amigo íntimo e aliado político de Flávio Bolsonaro — deixou o Brasil e estaria nos Estados Unidos desde as vésperas do segundo turno das eleições.

O elo entre os três se estreitou com o avanço dos inquéritos no STF. Na última segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes intimou Flávio Bolsonaro a entregar seus passaportes em até 24 horas e proibiu qualquer contato do senador com Willer Tomaz. Moraes determinou ainda o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado, a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial, e mandou apurar a rede de correntistas da empresa Alcazar Holdings, em cuja conta o filho do ex-presidente figurava como “usuário master”. A PF investiga a suspeita de fuga de Flávio pela fronteira com a Argentina.

Agora mais enfraquecido do que nunca e na mira direta da Polícia Federal e do STF por conta dos sucessivos escândalos de corrupção, Weverton Rocha tende a seguir o mesmo rumo de Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro, preparando sua saída do país. As autoridades competentes precisam ficar de olho no senador.

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