O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, pôs um ponto final em qualquer especulação que pairava sobre o destino da sigla no Maranhão. Durante uma reunião estratégica realizada neste sábado (2), Felipe Camarão foi confirmado como o nome do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
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Durante o anúncio, Edinho fez questão de destacar que a decisão teve o aval de Lula, que teria defendido uma alternativa popular, e não a continuidade de um projeto familiar, controlado por um grupo político no Maranhão.
“Não podemos reproduzir a lógica das oligarquias. O presidente Lula pediu ao Carlos Brandão que trocasse o candidato, que apoiasse outra candidatura, rompendo com essa lógica da oligarquia. Ele se recusa”, disse Edinho, ao frisar a decisão do presidente Lula por Felipe Camarão.
O presidente nacional do partido demonstrou total confiança no desempenho eleitoral de Felipe Camarão, afirmando que, com apoio direto de Lula, o petista chegará ao segundo turno da disputa.
“Nós vamos, nesta semana, aprovar na Comissão Provisória do Maranhão a nossa linha no estado: Felipe Camarão governador. Não há o que ter dúvida! Se nós temos um candidato preparado como o Felipe Camarão, que tem condições de construir o palanque do presidente Lula, que tem condições de defender as nossas propostas, nós vamos de Felipe. Essa é uma decisão tomada junto com o presidente Lula, e o presidente Lula tem convicção de que, com o apoio dele, deixando claro que o seu candidato no Maranhão é o Felipe, nós vamos ter o Felipe no segundo turno”, disse Edinho Silva.
Felipe Camarão é apontado como um nome novo no cenário político estadual, com trajetória considerada técnica e administrativa. Procurador federal de carreira e ex-secretário de Educação do Maranhão, ele ganhou destaque pela atuação à frente da pasta, onde deixou um legado reconhecido na área. O nome do pré-candidato também é visto como alinhado ao presidente Lula, reunindo, segundo aliados, requisitos administrativos e políticos para fortalecer e consolidar o palanque do petista no estado.