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Maranhão registra 1.322 casos de AIDS em um ano e meio; São Luís concentra maior número de ocorrências

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O Maranhão contabilizou 1.322 casos de AIDS entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Apenas no ano passado, foram registrados 967 diagnósticos da doença, enquanto os primeiros meses deste ano já somam 355 novos casos, reforçando o alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da continuidade do tratamento.

De acordo com o levantamento, São Luís liderou os registros em 2025, com 426 casos confirmados. Em seguida aparecem Imperatriz (156), São José de Ribamar (40), Bacabal (37), Balsas (37), Timon (29), Codó (26), Caxias (19), Açailândia (5) e Paço do Lumiar (5).

Em 2026, a capital maranhense continua concentrando o maior número de notificações, com 113 casos registrados até o momento. São José de Ribamar aparece em segundo lugar, com 51 ocorrências, seguido por Imperatriz (34), Paço do Lumiar (12), Caxias (6), Açailândia (4), Bacabal (3) e Balsas (2). Codó e Timon não registraram casos no período informado.

Mais de 480 mortes registradas

Os dados da SES também apontam um número significativo de óbitos relacionados à doença. Em 2025, foram contabilizadas 336 mortes em decorrência da AIDS no Maranhão. Já em 2026, até o momento, foram registrados 151 óbitos, totalizando 487 mortes no período de um ano e meio.

A Secretaria de Estado da Saúde destaca que mantém ações permanentes voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Entre as medidas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão a distribuição gratuita de preservativos, autotestes para HIV, Profilaxia Pós-Exposição (PEP), Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais, além do fornecimento de medicamentos antirretrovirais.

Brasil avança na produção de medicamento contra o HIV

Enquanto os estados reforçam as estratégias de prevenção, o país alcançou um importante avanço na área do tratamento. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu o processo de transferência de tecnologia para a fabricação nacional do dolutegravir, principal medicamento utilizado no combate ao HIV no Brasil.

Atualmente, mais de 770 mil pessoas utilizam o medicamento distribuído gratuitamente pelo SUS. A produção nacional foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), após acordo firmado com a farmacêutica responsável pela tecnologia original.

Segundo a Fiocruz, a distribuição dos primeiros lotes produzidos no Brasil dependerá apenas da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Três lotes do medicamento já foram fabricados e aprovados nos testes de qualidade.

Tratamento recomendado pela OMS

Considerado um dos antirretrovirais mais eficazes no combate ao HIV, o dolutegravir atua impedindo a multiplicação do vírus no organismo. O medicamento contribui para a redução da carga viral, fortalece o sistema imunológico e ajuda a evitar a evolução da infecção para a AIDS.

Desde 2019, o remédio é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como tratamento preferencial para pessoas vivendo com HIV, incluindo gestantes e mulheres em idade fértil.

Especialistas reforçam que a prevenção, a realização periódica de testes e o acesso rápido ao tratamento continuam sendo as principais ferramentas para reduzir a transmissão do vírus e melhorar a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas com HIV.