Thays Rodrigues passava por tratamento das lesões resultantes da agressão e do atropelamento sofridos em novembro de 2025; Polícia Civil apurará a relação das complicações médicas com o óbito
A jovem Thays Rodrigues morreu na madrugada da última quarta-feira (9), em São Luís, após nove meses de recuperação das graves lesões sofridas durante um episódio de violência doméstica seguido de atropelamento. O crime ocorreu em 29 de novembro de 2025, na portaria de um condomínio localizado na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro Angelim.
Segundo informações de familiares, Thays estava acamada em sua residência tratando sequelas e fraturas resultantes do atropelamento. Na última terça-feira (8), a jovem deu entrada em uma unidade hospitalar para realizar um procedimento cirúrgico de remoção das estruturas metálicas fixadas em suas pernas. Durante o processo, sofreu uma convulsão, passou por reanimação médica e recebeu alta no mesmo dia. Contudo, ao retornar para casa, apresentou novas crises convulsivas durante a madrugada e não resistiu.
Relembre o caso
Na data do crime, o ex-companheiro da vítima, identificado como Juarez Victor, viajou de Marabá (PA) para São Luís com o objetivo de reatar o relacionamento. Após atrair a jovem até a portaria do prédio, o acusado iniciou uma discussão, agrediu Thays e arremessou o aparelho celular dela em direção à pista de rolamento da Avenida Jerônimo de Albuquerque.
Ao tentar recuperar o telefone e se afastar do agressor, a vítima correu para a via pública e foi atropelada por um automóvel Fiat Uno. O motorista do veículo apresentava sinais de embriaguez. Com o impacto, Thays sofreu hemorragia intracraniana e fratura exposta, sendo submetida a uma cirurgia de emergência e a um longo período de coma no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I).
À época, Juarez Victor foi autuado em flagrante na Delegacia Especial da Mulher (DEM) por violência doméstica. Com a confirmação da morte de Thays Rodrigues, a Polícia Civil do Maranhão reavaliará o caso para verificar a correlação direta entre as lesões do ataque e o óbito, o que pode alterar a tipificação penal dos envolvidos.
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