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Guerra na Ucrânia: Quarto maranhense é atingido em combate e tem membro amputado

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Jovem natural de Estreito perdeu parte do braço após ataque com estilhaços; conflito no Leste Europeu já soma duas mortes e duas mutilações entre voluntários do Maranhão.

O voluntário maranhense Adevaldo Rocha, natural do município de Estreito, na região Sul do estado, ficou gravemente ferido durante confrontos na guerra entre Rússia e Ucrânia. O combate resultou na amputação de parte de um dos seus braços e em lesões provocadas por estilhaços pelo corpo. Ele passa por tratamento médico em um hospital ucraniano.

Integre do contingente de voluntários que atuam junto às Forças Armadas da Ucrânia desde julho deste ano, o jovem comunicou o fato a familiares e amigos. Com este caso, sobe para quatro o número de maranhenses que sofreram graves consequências ao ingressar na linha de frente do conflito no Leste Europeu: dois morreram em ação e outros dois sofreram amputações.

Histórico de baixas e vítimas maranhenses

O levantamento dos registros de voluntários do estado aponta o impacto severo do combate em áreas de fronteira:

Leotan Vieira Abreu: Natural de Imperatriz, o ex-motorista de 24 anos morreu após pisar em uma mina terrestre na região de fronteira. Ele havia viajado para a Europa em julho, após curto período de treinamento. A família tenta a repatriação do corpo com o suporte do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Mateus Sandyel: Também de 24 anos, morreu em zona de combate ativo em julho deste ano, após integrar as forças de defesa ucranianas.

Rafael Paixão: Teve parte da perna esquerda amputada em julho de 2025 ao acionar acidentalmente uma mina-borboleta, artefato explosivo de alto risco.

Adevaldo Rocha: Sofreu mutilação no braço e ferimentos múltiplos por estilhaços, encontrando-se atualmente sob cuidados hospitalares.

Mobilização internacional

Iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão de tropas russas ao território vizinho, o conflito atrai combatentes estrangeiros e voluntários sem experiência prévia em guerras. O Itamaraty reitera que segue à disposição para prestar assistência consular às famílias de brasileiros atingidos ou mortos na região.

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