O milionário empréstimo de R$ 1,3 bilhão contratado pelo governador Carlos Brandão junto ao Banco do Brasil virou centro de um pesado escândalo de falta de transparência e indícios de irregularidades. O deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) anunciou que acionará a Polícia Federal para investigar movimentações altamente suspeitas na aplicação dos recursos, que deveriam ser destinados a obras de infraestrutura rodoviária, mas que revelam contornos de flagrante descumprimento de regras contratuais.
A gestão Brandão é questionada por realizar pagamentos por obras que carecem até mesmo de licença ambiental prévia. Além da ingerência ecológica, surgem graves suspeitas sobre o direcionamento de quase R$ 500 milhões para um grupo restrito de empresas contratadas pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) — entre as quais Terramata (cerca de R$ 180 milhões), Enciza (R$ 140 milhões) e EDP (R$ 105 milhões). O aporte massivo de verbas públicas em empreiteiras ligadas ao setor sem a devida comprovação e clareza nos desembolsos levanta sérios alertas sobre favorecimento e uso inadequado do dinheiro público.
Mesmo após o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) ter negado uma liminar para suspender a execução do contrato, o mérito das denúncias segue em aberto. A decisão judicial não exime o Governo do Estado da obrigação de prestar contas. Diante do volume bilionário garantido pela União e das fortes suspeitas de desvio de finalidade e atalhos na legislação ambiental, cresce a cobrança pela divulgação imediata de todas as medições, licenças e notas de empenho vinculadas a um financiamento que, até o momento, marca a gestão Carlos Brandão mais pelas sombras de irregularidades do que pela transparência com a população maranhense.
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