A rede Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no último domingo (16) perante a Justiça de São Paulo, no âmbito de uma grave crise financeira. O plano de reestruturação anunciado pela companhia prevê o encerramento das atividades de 298 lojas — o equivalente a cerca de 29% de sua rede física — e o corte de até 3 mil postos de trabalho. Os desligamentos ganharam ritmo no final da última semana.
A medida visa à reorganização das operações e à renegociação de débitos estimados em R$ 17,3 bilhões. A deterioração financeira da varejista intensificou-se com a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026, período em que a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, impulsionado por reajustes contábeis e itens não recorrentes. O resultado ajustado para o trimestre indicou um déficit de R$ 978 milhões, somando-se ao prejuízo de R$ 1,06 bilhão já acumulado nos primeiros três meses do ano.
Pressionada pelo encarecimento do crédito e pelo alto custo de financiamento no setor de bens duráveis, a marca tenta redimensionar suas operações após já ter recorrido a um processo de recuperação extrajudicial em 2024. Com o novo procedimento judicial, a administração busca cortar custos fixos e focar os esforços operacionais em canais de maior rentabilidade para assegurar a continuidade do negócio.