O Maranhão registra aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O estado está entre as unidades do Nordeste classificadas em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas.
De acordo com o levantamento, a influenza A é a principal responsável pelos casos no estado, embora outros vírus, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus, também contribuam para o avanço da doença.
Entre crianças, a maior incidência está associada ao VSR e ao rinovírus. Já entre adultos e idosos, predomina a influenza A. A mortalidade é mais elevada na população idosa, com destaque também para casos relacionados à Covid-19.
Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a influenza como principal medida de prevenção contra formas graves da doença e óbitos. A Campanha Nacional de Vacinação segue até 30 de maio, com aplicação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Fazem parte dos grupos prioritários crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais das áreas de saúde e educação.
Além da vacinação, pesquisadores recomendam o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, especialmente para pessoas dos grupos de risco. Medidas como higienização frequente das mãos e isolamento em caso de sintomas respiratórios também são indicadas.
No Nordeste, o crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A atinge, além do Maranhão, estados como Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia. O avanço de casos por VSR também preocupa, principalmente entre crianças.
Na capital São Luís, há sinais de aumento da atividade de SRAG, em linha com o cenário observado em outras capitais da região, que apresentam níveis elevados e tendência de crescimento.
Dados das últimas semanas mostram que a influenza A responde por 27,4% dos casos positivos de SRAG, seguida pelo rinovírus (45,3%) e pelo VSR (17,7%). Já entre os óbitos, a maior presença é de influenza A, rinovírus e Covid-19.
O boletim considera ainda que crianças pequenas concentram a maior incidência da síndrome, enquanto os idosos apresentam maior risco de morte, reforçando a necessidade de atenção e prevenção entre os grupos mais vulneráveis.