Considerada a aliada mais próxima e de extrema confiança da família Brandão, a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada estadual Iracema Vale (MDB), tem muito o que explicar sobre a folha de pagamento da Casa, especialmente no que se refere aos servidores comissionados, que correspondem à maior parte dos gastos com pessoal.
De acordo com o site de Filipe Mota, com base em graves denúncias feitas pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa (Sindsalem), há uma forte suspeita de que a Casa de Leis, sob a gestão de Iracema Vale, abriga diversos funcionários fantasmas.
Conforme os relatos, parentes de políticos, especialmente do interior do estado, estariam lotados em cargos com salários que variam entre R$ 18 mil e R$ 24 mil. Porém, dois detalhes chamam a atenção. O primeiro é que esse cabide de empregos seria uma espécie de premiação para ajudar aliados e garantir apoio ao pré-candidato ao governo Orleans Brandão e para ela própria que vai disputar vaga de deputada federal. Outro fato são os valores dos vencimentos, superiores a R$ 10 mil, o que foge da realidade, ainda mais considerando que esses funcionários, segundo fontes, não dão expediente na Assembleia e sim em gabinetes no interior, sem qualquer fiscalização ou controle da Casa.
Um dos exemplos citados pelo site do jornalista Filipe Mota é Ramiro Lopes, filho do vereador Didi do Arpoador, do município de Tutóia, que recebe a quantia de R$ 18.417,15 sem, segundo a denúncia, pisar na Alema.

Para se ter uma ideia, a Casa de Leis possui 2.262 servidores, mas apenas 95 são concursados, o que representa cerca de apenas 4% do total. O restante dos servidores é composto por comissionados. Vale destacar que a Assembleia Legislativa chegou a gastar R$ 32 milhões com pessoal no mês de fevereiro, sendo que R$ 28 milhões foram destinados aos cargos comissionados.
O caso deve ser apurado pelo Ministério Público do Maranhão.
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