Os números não mentem, mas as promessas de campanha e a propaganda oficial tentam escondê-los. O recente resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) escancarou a dura realidade do Maranhão: o estado despencou nos indicadores nacionais e amarga a 9ª e última posição no Nordeste no Ensino Médio, empatado na rabeira com a Bahia, com nota 3,8. A nível nacional, a rede estadual desabou para o 22º lugar. O contraste com o passado recente, em que o Maranhão chegava ao 13º lugar no país com investimentos contínuos e valorização docente, é o retrato infeliz do abandono administrativo da gestão do governador Carlos Brandão.

Enquanto a educação maranhense afunda, o governador prioriza a política rasteira e a politicagem. Em vez de gerir as salas de aula, equipar laboratórios e recuperar a rede física de ensino, Brandão preferiu transformar o ambiente escolar em palanque ideológico e eleitoral. O resultado dessa escolha deliberada é visível em cada canto do estado: escolas sem infraestrutura básica, obras de reformas e construção abandonadas, baixíssima proficiência em disciplinas fundamentais como matemática e uma juventude sem perspectivas de futuro.
O discurso oficial de Brandão, que insiste na narrativa de que comanda o “melhor governo do Nordeste” e um dos melhores do Brasil, ruiu perante a frieza dos dados oficiais. A contradição é gritante. Como se intitular o melhor gestor da região quando os indicadores colocam o Maranhão atrás de todos os seus vizinhos regionais, assistindo de longe ao avanço do Piauí (4,9), de Pernambuco (4,7) e do Ceará (4,5)?
Em vez de corrigir a rota, focar na gestão e socorrer as escolas sucateadas, o projeto do governador revela-se meramente perpetuador de poder. A tentativa velada de impor seu próprio sobrinho no cenário político escancara o retorno de práticas oligárquicas e familiares que o estado tanto lutou para superar. O foco da gestão Brandão não está nas próximas gerações de alunos maranhenses, mas na manutenção de privilégios e na consolidação de um feudo familiar.

Enquanto secretária Jandira e o governador brinca de ‘Farmar aura’ a educação do Maranhão vai afundando
A queda no IDEB é apenas o sintoma de um governo que abandonou a gestão técnica para viver da politicagem. Sem prioridade orçamentária, com obras paralisadas e professores desvalorizados, Carlos Brandão não entrega o “melhor governo do Nordeste”, mas sim uma das piores e mais omissas administrações do país, comprometendo de forma irresponsável o futuro de toda uma geração.