Levantamento nacional do Instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira (22) aponta uma reação expressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Região Nordeste, fator considerado por analistas políticos como decisivo para a disputa do segundo turno. A pesquisa indica um cenário de empate técnico numérico no plano nacional — com ambos os candidatos marcando 50% dos votos válidos —, acompanhado pela queda na taxa de rejeição do candidato à reeleição.
O dado central do levantamento é a ampliação da vantagem de Lula no eleitorado nordestino. O petista oscilou positivamente cinco pontos percentuais na região desde a consolidação do primeiro turno, enquanto seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), recuou na mesma proporção. Com o movimento, a diferença a favor do atual presidente no Nordeste subiu de 29 para 35 pontos percentuais, atingindo 65% das intenções de voto contra 30% do rival.
Especialistas e estrategistas políticos avaliam que o desempenho no Nordeste é o pilar matemático indispensável para compensar a desvantagem da candidatura governista nas regiões Sul e Sudeste. Para garantir a consolidação da virada até o domingo de votação (25), interlocutores da campanha estimam que a margem no Nordeste precisa atingir o patamar de 70% dos votos válidos.
Em contrapartida, a articulação da campanha de Flávio Bolsonaro intensificou a presença na região na reta final do pleito. Coordenadas por lideranças aliadas e nomes de projeção nacional, como o deputado federal Nikolas Ferreira, as agendas e inserções publicitárias voltadas ao eleitorado nordestino buscam conter o avanço do adversário e reduzir a taxa de rejeição do candidato do PL na região, que alcançou 66% no último levantamento.











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