O vice-governador do Maranhão e pré-candidato ao Governo do Estado, Felipe Camarão (PT), afirmou que sua pré-candidatura segue fortalecida por alianças partidárias e voltou a criticar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em andamento na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), que apura movimentações financeiras apontadas em relatórios de órgãos de controle.
Durante entrevista concedida nesta terça-feira (30), Camarão destacou o apoio recebido de partidos que integram o campo político aliado e afirmou que as articulações para a disputa estadual continuam avançando. Segundo ele, a estratégia adotada neste momento prioriza o fortalecimento das bases políticas de cada grupo antes do início oficial da campanha eleitoral.
O vice-governador ressaltou que conta atualmente com o apoio de legendas como PT, PCdoB, PV e PSB, além de manter diálogo com outras siglas para ampliar a aliança em torno de sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões.
Ao comentar a ausência de agendas conjuntas com algumas lideranças políticas, Camarão afirmou que o período atual é dedicado à organização interna dos partidos e à construção de alianças regionais. Segundo ele, a expectativa é de maior integração entre os apoiadores após as convenções partidárias, previstas para ocorrer nos próximos meses.
Sobre a CPI instalada na Assembleia Legislativa, o pré-candidato voltou a questionar a legalidade dos trabalhos conduzidos pela comissão. Ele classificou a investigação como improcedente e reiterou que não cometeu qualquer irregularidade.
Camarão também mencionou decisões judiciais relacionadas ao caso e argumentou que as apurações devem ocorrer dentro dos limites legais. O vice-governador afirmou ainda que possui patrimônio declarado e que suas informações fiscais foram apresentadas aos órgãos competentes.
Durante a entrevista, ele defendeu a ampliação do escopo das investigações para incluir outros contratos e despesas da área educacional, argumentando que as apurações não devem se concentrar exclusivamente em seu nome. O petista também destacou que, na condição de vice-governador, não exerce funções de ordenador de despesas do Executivo estadual.
Ao abordar o cenário político para as eleições de 2026, Felipe Camarão avaliou que a população maranhense ainda está mais concentrada em questões do cotidiano, como emprego, segurança, educação e custo de vida, do que propriamente na disputa eleitoral.
Segundo ele, o debate político tende a ganhar maior intensidade a partir do segundo semestre, especialmente após o período das convenções partidárias e o início mais efetivo da campanha eleitoral. Para o pré-candidato, os próximos meses serão decisivos para a consolidação das alianças e a definição do cenário que marcará a sucessão estadual.
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