Movida pelas benesses que o governo do oligarca Carlos Brandão pode oferecer, a deputada Mical Damasceno (Republicanos) literalmente se perdeu no meio do caminho e passou a agir movida pela fúria, defendendo apenas interesses próprios, e não os dos evangélicos, segmento que sempre lhe deu apoio e garantiu suas duas eleições. Longe da postura de uma parlamentar equilibrada, culta e com princípios cristãos, Mical prefere adotar uma conduta totalmente diferente daquilo que prega.
Na sexta-feira, 26, a parlamentar protagonizou cenas lamentáveis, desproporcionais e desequilibradas. Apesar de ser deputada, Mical, segundo informações de servidores e vídeos que circulam na internet, invadiu o pátio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). O motorista de sua equipe realizou, segundo informações repassadas ao chefe do Gabinete Militar e confirmadas pelo presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito, Marcelo Brito, manobras arriscadas no local, além de destratar servidores e se recusar a identificar-se, o que resultou na retenção do veículo por algumas horas.

Diante da situação, a deputada ligada ao governo Brandão partiu para cima dos agentes da SMTT, agindo com truculência, arrogância e alterando o tom de voz. Houve ainda relatos de ameaças. A situação demonstra, o despreparo para exercer o cargo de representante do povo. Testemunhas afirmam que algumas pessoas que acompanhavam a parlamentar apresentavam comportamento bastante alterado, inclusive, segundo fontes, sob suspeita de estarem sob efeito de álcool.
Apesar de tentar se vitimizar, Mical e seu motorista foram filmados durante a abordagem, na qual os agentes da SMTT e demais servidores agem dentro dos procedimentos legais, sem excessos e seguindo o que determina a lei. As imagens reforçam o comportamento considerado descontrolado da parlamentar. Para tentar encobrir as falhas, Mical procurou atribuir a culpa à prefeita Esmênia Miranda, alegando perseguição, bem como aos agentes da SMTT, que apenas cumpriam suas atribuições.
Essa não é a primeira vez que a deputada se envolve em confusões e polêmicas. Recentemente, ela xingou um colega na tribuna da Assembleia Legislativa e utilizou termos inadequados contra um parlamentar. Mical também é conhecida por emplacar aliados em cargos de destaque no governo Brandão, sendo uma das parlamentares mais beneficiadas e uma das mais ferrenhas defensoras desse desgoverno, que já aumentou impostos diversas vezes.
Para se ter noção, segundo informações de fontes, Mical se apresenta como missionária da igreja e afirma representar os evangélicos. Entretanto, segundo seus fontes, ela representa e luta apenas pelos interesses da própria família. Veja só: o irmão da deputada, conhecido como Pastor Tárcito, da igreja do Calhau, está lotado no Porto do Itaqui e, segundo fontes, recebe salário superior a R$ 20 mil. Já o Pastor Espúrgio, também seu irmão, ocupa o cargo de subsecretário no governo Brandão.
Além disso, conseguiu emplacar o advogado Wellington Ferreira de Amorim, amigo próximo e ex-candidato a vereador de São Luís em 2024, quando obteve 1.889 votos. Membro da Assembleia de Deus, ele está lotado na titularidade da Secretaria Extraordinária da Representação Social e teria sido um dos envolvidos na polêmica da gravação ilegal envolvendo um blogueiro para atingir e difamar o vice-governador Felipe Camarão.
A nora de Mical também foi agraciada com um cargo de alto escalão na Assembleia Legislativa. Portanto, a parlamentar, Mical defende apenas os interesses de sua família e de seus aliados mais próximos, e não os do segmento evangélico. Ou seja, utilizaria o apoio dos evangélicos para obter benefícios próprios, familiares e vantagens políticas dentro do governo.
E, para se ter ideia da falta de moralidade e de limites por parte da deputada e de seus familiares, seu filho teria adquirido um apartamento de alto padrão, cujo valor não seria compatível com sua renda. De onde vem todo esse dinheiro?
Agir com truculência, falta de educação e desrespeito não é o correto e não justifica as agressões verbais atribuídas à parlamentar governista. Dependendo das circunstâncias e dos desdobramentos do caso, a conduta poderá resultar em questionamentos sobre eventual quebra de decoro parlamentar e até mesmo em pedidos de cassação do mandato. Outro questionamento que fica; porque a polícia militar por meio de seus oficiais não conduziram o motorista da parlamentar para a delegacia? Porque todo o aparato policial foi apenas para proteger a deputada e seu motorista e não realizou a abordagem correta contra o condutor? Porque de tantas regalias e quebras de protocolo na ocorrência?
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