O Governo do Maranhão e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/MA) divulgaram um balanço afirmando que, durante o Carnaval 2026, não houve registro de homicídio, feminicídio, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte nos circuitos oficiais da folia. Segundo comunicado divulgado pela SSP/MA, mais de 5,4 milhões de pessoas participaram da festa e nenhuma ocorrência grave foi registrada oficialmente nos polos da Avenida Litorânea, Centro e Madre Deus.
Enquanto o balanço oficial limitava os dados aos “circuitos oficiais”, diversos boletins de ocorrência policiais e reportagens publicadas por portais de notícia documentaram assaltos, brigas violentas, lesões e até mortes que ocorreram fora dessa delimitação específica.
Relatos de moradores e registros de ocorrências policiais apontam que houve, sim, episódios de roubo, violência com uso de arma de fogo e situações que resultaram em feridos e medo entre quem circulava fora dos polos oficiais. Tais fatos não foram contabilizados no balanço divulgado no final da folia, o que levanta questionamentos sobre a amplitude e a transparência dos números apresentados pelo próprio governo.
Crimes como furtos, roubos a pedestres, agressões em festas privadas e violência em bairros periféricos também são parte importante de um retrato completo da segurança durante um período de grande fluxo de pessoas.
A divulgação restrita ao chamado “circuito oficial” levantou críticas de moradores e entidades civis, que apontam que a segurança da população vai muito além dos eventos organizados pelo Governo e não se restringe à folia em ambientes controlados.
A sensação de insegurança se mantém real para muitas pessoas que circulam em áreas residenciais, bairros periféricos e rotas alternativas, onde crimes e conflitos continuam a impactar o cotidiano de maranhenses.
Enquanto isso, nas redes sociais e na própria imprensa independente, multiplicam-se relatos de roubos e violência que claramente não foram incluídos no balanço oficial, reforçando a necessidade de números que reflitam toda a realidade — e não apenas parte dela. (Com informações do Maranhão Sem Limites)