As forças de segurança ampliaram as ações para localizar os envolvidos no ataque que resultou na morte de uma mulher grávida e de seu filho de quatro anos, na zona rural de São João Batista, na Baixada Maranhense. Nesta terça-feira (14), um terceiro suspeito morreu durante confronto com policiais, enquanto outros seis investigados foram presos durante a operação.
O suspeito morto foi identificado como Roberdan Fonseca Gomes. Segundo informações da investigação, ele havia fugido de São João Batista para São Luís e estava escondido na região da Vila Funil. Durante a abordagem policial, houve confronto. O suspeito chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Entre os presos estão Gilmarlisson Santos Duarte, Gabriel Vieira Trindade, conhecido como “Miau”, Joseandro Santos Pereira, o “Andinho”, Luan dos Anjos Santos, apelidado de “Balotelli”, Rhuan Carlos Campos Silva, o “Rhuanzinho”, e Paulo Ricardo Serra Lindoso, conhecido como “Gordo”. Todos são apontados como suspeitos de participação direta ou indireta no crime.
Com a morte de Roberdan, sobe para três o número de investigados mortos durante as operações realizadas desde o fim de semana. Anteriormente, Joelson Braga Araújo, que utilizava tornozeleira eletrônica, e David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, também morreram em confrontos durante as buscas.
As investigações seguem para localizar outros suspeitos já identificados pelas autoridades. A operação conta com a participação de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.
O crime ocorreu na última sexta-feira (10), quando homens armados invadiram uma residência na zona rural de São João Batista, efetuaram diversos disparos e, em seguida, incendiaram o imóvel. No local morreram Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e seu filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados.
De acordo com a principal linha de investigação, o ataque estaria relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam na região. A hipótese continua sendo apurada, enquanto as forças de segurança mantêm as diligências para identificar e prender todos os envolvidos no crime que chocou a população da Baixada Maranhense.