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Megaoperação contra facções bloqueia R$ 508 milhões e cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados

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As medidas judiciais também atingem o patrimônio dos investigados. Ao todo, foram determinados bloqueios e sequestros de bens e valores que ultrapassam R$ 508 milhões. O objetivo é atingir a estrutura financeira das organizações investigadas e impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas continuem sendo utilizados pelos grupos.

O Maranhão não está entre os estados incluídos na operação. A ofensiva acontece no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins.

A operação reúne 20 bases da Ficco e investiga crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, homicídios, extorsão, agiotagem e outros delitos relacionados à atuação de organizações criminosas. Em cada estado, a ofensiva recebeu uma denominação específica, mas todas as ações fazem parte da quarta fase da Operação Força Integrada.

No Tocantins está concentrada a maior medida patrimonial da operação. A chamada Operação Rota Araguaia 2 investiga um grupo apontado como responsável por dar suporte logístico e financeiro a uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro. A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões vinculados aos investigados.

Em Mato Grosso do Sul, o valor de bens e recursos que podem ser sequestrados chega a R$ 75 milhões. Os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, com alvos também localizados em Mato Grosso e Pernambuco. Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.

Na Bahia, a Operação Eirene 2 tem como alvo uma organização investigada por tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. São 57 mandados de busca e apreensão e 45 de prisão. As medidas determinadas pela Justiça também permitem o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 12 milhões em patrimônio dos investigados.

Outras frentes da operação foram deflagradas em diferentes regiões do país. No Acre, por exemplo, os investigadores apuram a atuação de uma organização criminosa com ramificações interestaduais. No estado, foram expedidos mandados de busca e prisão, além de medidas para atingir imóveis, veículos e recursos financeiros relacionados aos investigados.

As ações também alcançam grupos suspeitos de atuar com tráfico de drogas, violência armada, lavagem de dinheiro e outros crimes em estados como Minas Gerais, Ceará, Goiás, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe, Amapá e Alagoas.

A atuação integrada reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de guardas municipais, policiais rodoviários federais e integrantes das secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

A Ficco funciona com compartilhamento de informações de inteligência e operações conjuntas entre diferentes órgãos de segurança. A coordenação é feita pela Polícia Federal, sem relação de hierarquia entre as instituições participantes.

Além das prisões e buscas, a estratégia adotada nesta fase concentra atenção na estrutura financeira das organizações investigadas. A apreensão de drogas, armas, dinheiro, veículos e outros bens, somada ao bloqueio de valores, faz parte das medidas destinadas a reduzir a capacidade de atuação dos grupos criminosos.

As investigações continuam após o cumprimento dos mandados, com análise do material recolhido pelas equipes e apuração de possíveis novas conexões entre os investigados e as organizações criminosas.

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