Nada é como antes. Detentor de muita influência, prestígio e considerado um dos “caciques” da política, Weverton Rocha (PDT) tem sido reduzido a um parlamentar sem grande protagonismo. A derrota de Jorge Messias, indicado pelo governo Lula para ocupar o cargo de ministro no Supremo Tribunal Federal, acabou sendo atribuída ao senador maranhense, que foi destacado para a missão de convencer parlamentares a aprovar o nome.
Weverton, conhecido pela alcunha de “Maragato”, já não teria o mesmo prestígio entre os senadores nem desfrutaria da influência de outros momentos. Além do desgaste na relação entre governo e Senado, o parlamentar é apontado como figura de pouca aceitação em determinados círculos políticos. O acúmulo de escândalos, como o caso envolvendo o INSS — considerado um dos maiores do país — expôs ainda mais sua situação e contribuiu para o enfraquecimento de sua imagem.
No Maranhão, o senador enfrenta alta rejeição, além de perdas recorrentes de espaço em regiões estratégicas do estado. O cenário reforça a avaliação de que Weverton pode ter dificuldades em uma eventual tentativa de reeleição, correndo o risco de cair em ostracismo político.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confiou ao senador a responsabilidade de articular a aprovação do nome de Jorge Messias. Após cerca de quatro meses de negociações, Weverton teria sinalizado positivamente ao governo, assegurando que o nome seria aprovado. No entanto, o resultado foi a rejeição, gerando frustração e uma crise política atribuída à articulação conduzida pelo parlamentar.
Sem força política suficiente, Weverton não conseguiu reverter o cenário nem junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes considerado um aliado próximo. Com a derrota, as fissuras na relação vieram à tona. O episódio reforça a percepção de perda de influência do senador tanto no Senado quanto em suas bases no Maranhão, o que pode comprometer sua permanência na Câmara Alta.