Polícia investiga possível relação com guerra entre facções; cinco homens são suspeitos do crime e um deles foi preso em flagrante por tráfico e posse de arma

Um homem e o filho dele, de apenas 7 anos, foram mortos a tiros na noite de sábado (8), dentro da própria residência, localizada na comunidade Vila Doutor Julinho, também conhecida como Vila São José, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.
Segundo informações da Polícia Civil, cinco homens são suspeitos de participar do crime. Os criminosos teriam invadido a residência com o objetivo de executar o pai da criança. Durante o ataque, o homem teria abraçado o filho na tentativa de protegê-lo dos disparos.
Pai e filho foram atingidos por vários tiros. A criança foi baleada na região da cabeça. Os dois morreram ainda no local.
Durante a perícia, a polícia recolheu cerca de 11 cápsulas de munição de arma de fogo encontradas na área do crime. O material deverá ser utilizado nas investigações para auxiliar na identificação da dinâmica do ataque e das armas utilizadas.
Crime pode estar ligado à disputa entre facções
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o duplo homicídio esteja relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam na região. O pai da criança, segundo a polícia, já possuía passagem pelo sistema policial por tráfico de drogas.
As circunstâncias do crime e a possível motivação ainda estão sendo investigadas. A polícia busca identificar a participação de cada um dos cinco suspeitos e esclarecer se o ataque foi motivado por uma disputa territorial entre grupos criminosos.
Suspeito é preso em flagrante
Um dos suspeitos foi identificado como Eilson Silva Aires. Segundo a polícia, ele é apontado como liderança de uma facção criminosa e foi preso em flagrante durante as diligências realizadas após o crime.
A prisão, conforme as informações policiais, ocorreu por suspeita de tráfico de drogas e posse de arma de fogo. A polícia também investiga a possível participação dele no assassinato do homem e da criança.
As investigações continuam para localizar e prender os demais suspeitos. A Polícia Civil deve realizar novas diligências e analisar provas e informações reunidas durante a apuração do caso.