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Operação Monte Sinai: Polícia Federal aperta o cerco em empresas de Colinas ligadas a Marcus Brandão

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A Polícia Federal intensificou as medidas contra empresas de Colinas apontadas como integrantes de um suposto esquema investigado no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos de medidas cautelares autorizadas pelo ministro Flávio Dino estão a Vigas Engenharia Ltda., EMA – Empreendimentos do Maranhão EIRELI, Gás do Sertão Ltda., incluindo matriz e filial, e I S Guimarães Ltda.

As ações fazem parte da investigação da Operação Monte Sinai, que apura a existência de um suposto “ecossistema empresarial criminoso” em atuação no Maranhão desde pelo menos 2019. Segundo as investigações, o grupo teria como objetivo desviar recursos públicos, incluindo valores provenientes de emendas parlamentares federais.

Entre os nomes relacionados às empresas alvo das buscas está Ivanuto Soares Guimarães, sócio-administrador e proprietário de 100% das cotas da I S Guimarães Ltda. Conforme os levantamentos realizados, a empresa teria mantido intensa movimentação financeira com outras empresas investigadas.

Um dos pontos que chamou a atenção da Polícia Federal foi a circulação de recursos entre as empresas. Segundo a investigação, R$ 38,9 milhões provenientes de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) teriam sido movimentados diretamente da Vigas Engenharia para a I S Guimarães.

De acordo com a PF, a empresa de Ivanuto Soares Guimarães participou reiteradamente de processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Colinas, ao lado da Vigas Engenharia e da EMA. Para os investigadores, a repetição das mesmas empresas em diferentes disputas pode indicar uma atuação coordenada nos processos de contratação pública.

Em um dos procedimentos licitatórios analisados, a I S Guimarães teria sido representada por Markson Arouche Pinheiro, apontado como funcionário da Vigas Engenharia. A situação foi considerada pelos investigadores como mais um elemento a ser esclarecido dentro da apuração.

O cruzamento de informações financeiras realizado pela Polícia Federal identificou 298 operações consideradas correlacionadas. Em parte delas, os repasses para a I S Guimarães ocorreram no mesmo dia ou em até dez dias após a Vigas Engenharia receber recursos públicos.

Segundo a investigação, esse padrão de movimentação financeira pode indicar uma possível integração entre as empresas e uma eventual coordenação na execução de contratos públicos. As circunstâncias ainda são objeto de apuração pelas autoridades.

Ivanuto Soares Guimarães também aparece citado em outras investigações. Conforme informações levantadas no curso da apuração, ele teria sido preso pela Polícia Federal em 2009, durante uma investigação relacionada ao tráfico de entorpecentes no âmbito da Operação Amálgama.

As medidas realizadas na Operação Monte Sinai fazem parte de uma investigação ainda em andamento. Caberá às autoridades reunir novos elementos para confirmar ou descartar as suspeitas levantadas contra empresas e pessoas mencionadas no processo. Com informações do Site Analistas com alterações.