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Eleições 2026: 20 governadores são eleitos no primeiro turno e sete disputas ficam para o segundo turno

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Votação de 4 de outubro definiu a maioria dos governos estaduais; Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins terão nova disputa em 25 de outubro

O primeiro turno das Eleições 2026 terminou com um cenário histórico na disputa pelos governos estaduais. Ao todo, 20 das 27 unidades da Federação tiveram seus governadores definidos já no primeiro turno, realizado no domingo, 4 de outubro. O número representa um recorde desde a redemocratização e supera a marca registrada em 2010, quando 18 governos estaduais foram decididos na primeira votação.

Nos outros sete locais — Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins — nenhum candidato conseguiu ultrapassar a metade dos votos válidos. Nesses casos, os dois mais votados avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O resultado também mostrou a força de partidos de diferentes campos políticos. O PL elegeu cinco governadores no primeiro turno, enquanto o PSD conquistou quatro governos e o PT, três. Republicanos e PP também tiveram desempenho expressivo.

Entre os eleitos, Rafael Fonteles (PT) teve o maior percentual de votos válidos, com 70,9% no Piauí. Na outra ponta, a disputa mais apertada entre os eleitos ocorreu no Paraná, onde Sergio Moro (PL) venceu com pouco mais de 50% dos votos válidos.

RESULTADO ESTADO POR ESTADO

NORDESTE

Alagoas — JHC (PSDB)
João Henrique Caldas, o JHC, foi eleito governador de Alagoas no primeiro turno, com 52,2% dos votos válidos. O candidato ficou à frente de Renan Filho (MDB), que terminou a disputa na segunda colocação. JHC deixa a Prefeitura de Maceió para assumir o governo estadual.

Bahia — Jerônimo Rodrigues (PT)
O governador Jerônimo Rodrigues foi reeleito no primeiro turno, com aproximadamente 55,8% dos votos válidos, derrotando ACM Neto (União Brasil). O resultado garante ao petista mais quatro anos à frente do Executivo baiano.

Ceará — Elmano de Freitas (PT)
Elmano de Freitas também conquistou a reeleição sem necessidade de segundo turno. O petista obteve 53,19% dos votos válidos, mantendo o comando do Ceará.

Maranhão — Eduardo Braide (PSD)

No Maranhão, Eduardo Braide foi eleito governador no primeiro turno, com 54,03% dos votos válidos, segundo a apuração divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O ex-prefeito de São Luís disputou a eleição pela coligação Pra Transformar o Maranhão e terá Elaine Carneiro como vice-governadora. (Tribunal Superior Eleitoral)

Paraíba — Lucas Ribeiro (PP)
Lucas Ribeiro foi eleito para continuar no comando da Paraíba, alcançando 64,3% dos votos válidos. Ele havia assumido o governo em abril de 2026, após a renúncia de João Azevêdo, e agora foi confirmado pelas urnas para um novo mandato.

Pernambuco — Raquel Lyra (PSD)
Raquel Lyra foi reeleita governadora de Pernambuco no primeiro turno, com 53,27% dos votos válidos. A vitória garante à governadora mais quatro anos no cargo.

Piauí — Rafael Fonteles (PT)

Um dos maiores destaques da eleição estadual foi Rafael Fonteles. O governador foi reeleito com 70,9% dos votos válidos, o maior percentual entre todos os governadores eleitos no primeiro turno.

Sergipe — Fábio Mitidieri (PSD)

Fábio Mitidieri também garantiu a reeleição em primeiro turno, com 59,27% dos votos válidos. O governador seguirá no comando de Sergipe por mais quatro anos.

NORTE

Amapá — Dr. Furlan (PSD)
Dr. Furlan foi eleito governador do Amapá com 62,75% dos votos válidos, totalizando 281.595 votos. O candidato, que já foi prefeito de Macapá, venceu a disputa ainda no primeiro turno.

Pará — Dr. Daniel (Podemos)
Dr. Daniel foi eleito governador do Pará com 51,37% dos votos válidos, em uma das disputas mais apertadas entre os estados definidos no primeiro turno. Ele já foi prefeito de Ananindeua e deputado estadual.

Rondônia — Marcos Rogério (PL)
O senador Marcos Rogério foi eleito governador de Rondônia com 56,86% dos votos válidos. Ele já havia disputado o governo estadual em 2022, quando chegou ao segundo turno.

Roraima — Arthur Henrique (PL)

Arthur Henrique foi eleito governador de Roraima com 69,13% dos votos válidos. Ex-prefeito de Boa Vista, ele deixou a administração municipal para disputar o governo estadual.

CENTRO-OESTE

Goiás — Daniel Vilela (MDB)
Daniel Vilela foi confirmado no governo de Goiás com 59,17% dos votos válidos. Ele havia assumido o cargo em março de 2026, após a renúncia de Ronaldo Caiado, e agora foi escolhido pelas urnas para permanecer no Executivo estadual.

Mato Grosso — Otaviano Pivetta (Republicanos)
Otaviano Pivetta foi reeleito governador de Mato Grosso com 60,77% dos votos válidos, segundo o TSE. A votação foi suficiente para encerrar a disputa no primeiro turno.

Mato Grosso do Sul — Eduardo Riedel (PP)
Eduardo Riedel foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul. O candidato do PP recebeu cerca de 67,1% dos votos válidos, garantindo a continuidade de sua administração.

SUDESTE

Minas Gerais — Cleitinho Azevedo (Republicanos)
O senador Cleitinho Azevedo foi eleito governador de Minas Gerais com 55,4% dos votos válidos. Ele superou Patrus Ananias (PT) e assumirá o comando do estado a partir de 2027.

São Paulo — Tarcísio de Freitas (Republicanos)
No maior colégio eleitoral do país, Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno, com 62,65% dos votos válidos e mais de 14 milhões de votos. O governador seguirá à frente de São Paulo por mais quatro anos.

SUL

Paraná — Sergio Moro (PL)
O senador Sergio Moro foi eleito governador do Paraná com cerca de 50,1% dos votos válidos, em uma das disputas mais apertadas entre os governos definidos no primeiro turno. Moro derrotou Sandro Alex.

Rio Grande do Sul — Luciano Zucco (PL)
Luciano Zucco foi eleito governador do Rio Grande do Sul com aproximadamente 58,04% dos votos válidos. Militar reformado e ex-deputado federal, ele disputou pela primeira vez o governo gaúcho.

Santa Catarina — Jorginho Mello (PL)

Jorginho Mello foi reeleito governador de Santa Catarina com aproximadamente 69% dos votos válidos, figurando entre os candidatos com maior votação proporcional do país.

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SETE DISPUTAS SERÃO DECIDIDAS NO SEGUNDO TURNO

Apesar da definição em 20 estados, sete unidades da Federação ainda terão de voltar às urnas no dia 25 de outubro. Os dois candidatos mais votados no primeiro turno seguem na disputa.

ACRE

Mailza Assis (PP) — 49,76%
Alan Rick (Republicanos) — 32,27%

A disputa ficou perto de uma definição no primeiro turno, mas Mailza Assis não alcançou mais da metade dos votos válidos. Ela enfrentará Alan Rick na segunda votação.

AMAZONAS

Omar Aziz (PSD) — 40,38%
Professora Maria do Carmo (PL) — 24,72%

O senador Omar Aziz terminou a primeira etapa na liderança, mas terá de enfrentar Professora Maria do Carmo no segundo turno.

DISTRITO FEDERAL

Celina Leão (PP) — 49,93%
Leandro Grass (PT) — 34,48%

Celina Leão ficou a poucos décimos de uma vitória no primeiro turno. Com 49,93%, entretanto, precisará disputar novamente o cargo contra Leandro Grass.

ESPÍRITO SANTO

Lorenzo Pazolini (Republicanos) — 49,65%
Ricardo Ferraço (MDB) — 34,06%

A disputa capixaba também ficou próxima de uma definição no primeiro turno. Pazolini terminou em primeiro, seguido pelo governador Ricardo Ferraço. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.

RIO DE JANEIRO

Douglas Ruas (PL) — 49,27%
Eduardo Paes (PSD) — 42,76%

O Rio de Janeiro terá uma das disputas mais acirradas do segundo turno. Douglas Ruas terminou na liderança, com 49,27%, enquanto Eduardo Paes ficou com 42,76%.

RIO GRANDE DO NORTE

Allyson Bezerra (União) — 36,83%
Cadu de Lula (PT) — 36,21%

Foi uma das disputas mais equilibradas do primeiro turno. Apenas 0,62 ponto percentual separou Allyson Bezerra, primeiro colocado, de Cadu de Lula, segundo colocado.

TOCANTINS

Professora Dorinha (União) — 45,52%
Vicentinho Júnior (PSDB) — 43,94%

A eleição tocantinense também ficou para o segundo turno. Professora Dorinha terminou à frente, com 45,52%, enquanto Vicentinho Júnior obteve 43,94%.

CENÁRIO NACIONAL

O mapa dos governos estaduais mostra uma eleição marcada pela força de partidos tradicionais e por uma combinação de continuidade e renovação. Dos 20 governadores definidos no primeiro turno, 10 permaneceram ou foram confirmados no comando dos estados, enquanto outros nomes chegaram ao governo pela primeira vez.

O PL terminou o primeiro turno como uma das principais forças nos governos estaduais, elegendo cinco governadores: Jorginho Mello, em Santa Catarina; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Sergio Moro, no Paraná; Marcos Rogério, em Rondônia; e Arthur Henrique, em Roraima.

O PSD também teve desempenho expressivo, com Eduardo Braide no Maranhão, Dr. Furlan no Amapá, Raquel Lyra em Pernambuco e Fábio Mitidieri em Sergipe. Já o PT reelegeu seus governadores na Bahia, Ceará e Piauí.

O Republicanos conquistou governos importantes, como São Paulo e Minas Gerais, além de Mato Grosso, enquanto o PP venceu em Mato Grosso do Sul e Paraíba. MDB e Podemos também garantiram governos no primeiro turno, com Daniel Vilela em Goiás e Dr. Daniel no Pará.

SEGUNDO TURNO PODE ALTERAR O MAPA DOS GOVERNOS

A votação de 25 de outubro ainda poderá modificar significativamente a composição política dos governos estaduais. As sete disputas envolvem diferentes combinações partidárias e não reproduzem, de maneira uniforme, a polarização nacional entre PT e PL.

A definição dos governos do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins encerrará o mapa estadual das Eleições 2026. Até lá, os resultados do primeiro turno mostram um país com forte presença de partidos de direita e centro-direita, mas também com manutenção de governos ligados ao PT em importantes estados do Nordeste.

A nova votação ocorrerá em 25 de outubro, quando os eleitores dessas sete unidades da Federação voltarão às urnas para escolher os últimos governadores da legislatura que terá início em 2027.

Observação editorial: para jornal impresso, eu recomendo publicar essa versão como uma matéria especial de Eleições 2026, porque ela reúne os 27 governos em um único texto e deixa muito claro quais resultados já estão definidos e quais ainda dependem do segundo turno. Os dados foram conferidos principalmente com informações do TSE, Agência Brasil e Agência Senado.

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