Investigação aponta 2.435 vítimas e prejuízo estimado em R$ 1,74 milhão; grupo é suspeito de criar sites falsos para aplicar golpes
Uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes envolvendo pagamentos falsos de IPVA cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, nesta quinta-feira (3), em São Luís e Imperatriz.
Batizada de Operação Contramão, a ação é coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais e tem como objetivo desarticular um grupo investigado por criar páginas falsas que imitavam os portais oficiais de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão pela Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte. No Maranhão, as ordens judiciais foram cumpridas por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei), com apoio das forças de segurança estaduais.
Em Imperatriz, participaram da operação equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT-Motos). Em São Luís, a ação contou com policiais civis do Núcleo de Apoio Policial vinculado ao Gaeco e agentes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Mais de 2,4 mil vítimas
Segundo as investigações, o grupo seria especializado em estelionato por meio de fraude eletrônica. Os criminosos criavam sites com aparência semelhante às páginas oficiais do Governo de Minas Gerais para induzir contribuintes a realizar pagamentos de IPVA por meio de canais fraudulentos.
Até o momento, foram identificadas 2.435 vítimas, com prejuízo estimado em R$ 1,74 milhão.
As investigações indicam ainda que o esquema pode estar em funcionamento desde 2024 e seria retomado a cada novo período de vencimento do imposto.
A operação busca identificar todos os envolvidos no esquema, além de reunir elementos que possam esclarecer a estrutura e a forma de atuação da organização criminosa.
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