Desaparecido desde que deixou a Prefeitura de São Luís, o defunto político e ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), o ‘Holandinha’ voltou à cena política para cumprir a difícil tarefa de tentar oxigenar o nome de Orleans Brandão na capital. Durante seus anos de mandato, quem conhece sabe e se lembra que São Luís viveu momentos de caos na saúde, educação, infraestrutura e também no setor de transporte público, deixando para seus sucessores um grande e desafiador problema a ser encarado, principalmente porque os empresários faziam o povo refém de um serviço caro e de péssima qualidade.
No ostracismo desde que deixou a Prefeitura, em dezembro de 2020, não se pode esquecer o vexame da derrota acachapante na disputa pelo Governo do Estado, em que o povo respondeu nas urnas e deu a ele apenas míseros 2% dos votos. Ou seja, o povo disse não aos oito anos de atraso da desastrosa gestão que ele teve. Ou seja, Edivaldo Holanda foi eliminado para sempre, sendo apenas um defunto político, e ninguém pode tirar essa mácula de sua história política. Isso é interpretado como um recado claro Edvaldo não soma com Orleans ao contrario termina de afundar o projeto natimorto.
Depois de passar tanto tempo calado, no ostracismo político, agora Holandinha ressurge com uma piada de mau gosto em um vídeo, gravado e orientado por marqueteiros políticos, tentando comparar sua gestão no setor de transporte público. Covarde como foi na época em que era prefeito, Edivaldo deixou uma caixa-preta do transporte público para Eduardo Braide e Esmênia Miranda enfrentarem e, com coragem e, acima de tudo, respeito e transparência, eles estão encarando o desafio. E a pergunta que fica é: por que Edivaldo não conseguiu resolver o problema do transporte público? A resposta seria muita incompetência ou conveniência junto aos empresários?
Outro detalhe que deve ser pontuado é que Holandinha nunca foi um prefeito autônomo, autêntico; sempre foi apadrinhado. Primeiro pelo pai, que já estava na política. Foi um péssimo deputado. No segundo mandato, foi eleito graças ao apoio do então governador Flávio Dino, que auxiliou muito Holandinha. Caso contrário, teria perdido a eleição e sua gestão teria sido bem pior. Detalhe: recebeu muitos recursos do governo e não conseguiu fazer nada, deixando São Luís no atraso e em um caos.
Ao contrário do ex-prefeito Eduardo Braide, que teve contra sua gestão um governador cruel, carrasco, que se colocou contra o desenvolvimento da cidade, o que até hoje continua, tudo visando apenas um projeto de poder maligno e familiar que tenta, a todo custo, boicotar o progresso de São Luís, inclusive dizendo que é pai das obras do Governo Federal em São Luís, como a famigerada Avenida Litorânea, que são obras do Governo Federal, mas o Governo Brandão diz ser dono. Mas, na verdade, o Governo Brandão não fez nada. Basta olhar por todo o Maranhão as rodovias estaduais, a educação falida, a saúde em frangalhos e a segurança pública avacalhada, com aumento da violência em todas as regiões.
Ou seja, são duas realidades. Enquanto Holandinha teve total apoio do Governo do Estado e não fez nada, Eduardo Braide não teve ajuda do Governo Brandão, que ainda atrapalhou a gestão municipal por questões políticas.Para que fique bem claro, a gestão de Braide foi, nos últimos anos, duramente perseguida, tanto pelos próprios empresários quanto pelo próprio Governo do Estado do Maranhão, que Edivaldo apoia, que por muitas vezes, motivado pela questão política, boicotou negociações para atrapalhar e tentar queimar a imagem do prefeito Braide à época.
Mas o que não pode ser esquecido é que a gestão de Edivaldo foi um dos piores momentos que a capital do Maranhão já viveu, com inúmeros escândalos, greves e acusações de desvios de recursos da saúde, inclusive no momento mais crítico da humanidade, que foi a pandemia da Covid-19, quando a Polícia Federal bateu à porta da Prefeitura de São Luís.
Sem deixar de pontuar que sua segunda gestão só não foi pior porque Edivaldo teve total e irrestrito apoio do Governo do Estado, que na época era administrado pelo governador Flávio Dino, que deu apoio à prefeitura em diversas frentes. Tanto é que Edivaldo quase não se reelegeu, pois sempre foi avaliado por grande parte da população como um péssimo prefeito. O primeiro mandato de Edivaldo, que hoje posa de bom moço, foi desastroso, algo que a população quer esquecer. Em uma avaliação comparativa, Braide teria uma gestão avaliada em 10%, enquanto Edivaldo ficaria com apenas 0,5%, o que mostra o tamanho de sua insignificância e desaprovação. E essa avaliação só não foi pior porque teve ajuda do governo.
Resumindo, a gestão de Edivaldo foi marcada por desmandos, bagunça, indícios de corrupção, inúmeras denúncias, greves e envolvimento com agiotas. Tanto que Edivaldo Holanda registrou um boletim de ocorrência contra Bosco, que era conhecido como cobrador de agiota, pois ele foi até o prédio residencial onde Edivaldo morava para realizar ameaças e cobrar do então gestor acertos que teriam sido realizados e não cumpridos. Edivaldo era tão bom que chegaram a fazer manifestações na porta do seu prédio para exigir o pagamento de servidores.
É esse político, com um histórico fracassado, que quer criticar a atual gestão e comparar sua administração com a de Braide. E o pior: juntou-se a esse grupo oligárquico da família Brandão e agora querem iludir o povo do Maranhão.
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