A Fifa estima alcançar uma arrecadação histórica com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade para a Copa do Mundo de 2026. A projeção da entidade é faturar cerca de US$ 3 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 16 bilhões, valor três vezes superior ao obtido durante o Mundial do Catar, em 2022.
O crescimento da receita é impulsionado principalmente pelo novo formato da competição, que contará com 48 seleções participantes e um total de 104 partidas. Será a primeira edição da Copa do Mundo com esse modelo ampliado, superando os tradicionais 64 jogos das edições anteriores.
Outro fator que deve contribuir para o aumento da arrecadação é a adoção do sistema de preços dinâmicos, no qual o valor dos ingressos varia de acordo com a demanda do público. Dessa forma, partidas mais aguardadas, como a abertura e a final, tendem a registrar preços mais elevados.
A entidade também ampliou a oferta de pacotes de hospitalidade, voltados para empresas e torcedores que buscam experiências exclusivas durante o torneio, incluindo áreas VIP e serviços diferenciados.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de forma conjunta por Estados Unidos, Canadá e México. Com mais cidades-sede e um número recorde de partidas, a expectativa é de que o torneio atraia o maior público da história da competição.
Apesar do otimismo da Fifa, a política de preços adotada tem sido alvo de críticas. Torcedores apontam que os valores elevados podem dificultar o acesso aos jogos, especialmente nas partidas de maior apelo. Nos Estados Unidos, o sistema de preços dinâmicos também vem sendo analisado por órgãos de fiscalização, que investigam possíveis impactos para os consumidores.
Mesmo diante das controvérsias, a Fifa mantém a expectativa de que a edição de 2026 se torne a maior e mais lucrativa Copa do Mundo já realizada, consolidando um novo patamar de receitas para a principal competição do futebol mundial.