Criminosos usavam farda e distintivo da Polícia Civil; vítima foi forçada a fazer Pix de R$ 19 mil antes de ser libertada sob ameaças no Médio Mearim.
Um crime de extorsão mediante sequestro mobilizou as forças de segurança da região do Médio Mearim nessa quarta-feira (14). O filho de um gerente do Banco do Brasil foi abordado e levado por homens armados que se passavam por agentes da Polícia Civil na cidade de Lago da Pedra. Durante a ação, os criminosos extorquiram R$ 19,3 mil via Pix e exigiram R$ 500 mil para não assassinar a vítima.
A abordagem ocorreu no momento em que o estudante universitário chegava à sua residência. Um dos suspeitos, vestindo farda oficial e portando um distintivo da Polícia Civil, rendeu o jovem com uma pistola, alegando a existência de supostas irregularidades em seu nome. Diante da recusa da vítima em acompanhar o falso policial, outros dois homens armados saíram de um veículo Toyota Corolla preto e o forçaram a entrar no automóvel.
Deslocamento e extorsão bancária
Durante o trajeto — que seguiu pelas rodovias em direção aos municípios de Lago do Junco e Poção de Pedras —, o jovem sofreu constantes ameaças de morte e foi obrigado a desbloquear os aplicativos bancários em seu celular. Ao identificarem saldo na conta bancária, os sequestradores exigiram a transferência imediata de R$ 19.351,00 para uma conta de pessoa jurídica.
Mesmo após o pagamento, o grupo aumentou a pressão e exigiu o valor de R$ 500 mil. Sob forte coação psicológica, a vítima informou que não possuía a quantia, mas que tentaria angariar recursos, inclusive com a venda de seu imóvel. Os criminosos estipularam, então, o pagamento de R$ 100 mil para o dia seguinte, afirmando que fariam novo contato.
Libertação e buscas
Após roubarem pertences pessoais, incluindo uma aliança, os criminosos libertaram o jovem em uma área rural do município de Poção de Pedras.
A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) montou barreiras e bloqueios nas saídas estratégicas das cidades vizinhas para tentar localizar o veículo e prender os suspeitos. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. Até o fechamento desta edição, nenhum envolvido havia sido preso.












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