O governador, apontado como oligarca, esteve nas últimas semanas costurando, de forma desesperada, uma tentativa de apoio para que o Partido dos Trabalhadores do Maranhão (PT-MA) desistisse de lançar candidatura própria e, mais ainda, deixasse de apoiar o projeto do vice-governador Felipe Camarão.
Para tentar obter êxito, Brandão utilizou todos os artifícios e aliados de que dispunha, como, por exemplo, José Guimarães, que atualmente é ministro das Relações Institucionais do governo Lula, mas que antes vinha atuando como coordenador do grupo de trabalho do PT responsável por negociar os palanques das próximas eleições.
Segundo informações de bastidores em Brasília, Brandão teria buscado o apoio de Guimarães para convencer a cúpula do PT de que seguir com o apoio ao seu sobrinho, Orleans Brandão (o Bebezão), seria o caminho mais viável. Enquanto isso, Felipe Camarão seria deixado de lado. No entanto, o oligarca enfrentou grandes dificuldades para que essa tratativa avançasse. Na última semana, novas reuniões e encontros estavam agendados entre membros do grupo político e a direção nacional do partido.
Ainda de acordo com fontes, em um ato considerado precipitado, Brandão teria prometido abrir mão das duas vagas ao Senado, além de ceder espaço em secretarias para indicações do PT. Para que a proposta fosse cumprida, um pré-candidato ao Senado teria que ser retirado da disputa e rebaixado a uma candidatura a deputado federal.
Diante do cenário, a cúpula nacional do PT rechaçou a possibilidade, deixando claro a Brandão e a seu grupo que o partido não apoiará o sobrinho nem outro projeto de caráter familiar, mantendo a indicação de Felipe Camarão como candidato no Maranhão. Segundo apuração junto a fontes, ao dar a resposta, também foi lembrado que, em 2022, houve um acordo político firmado por Brandão que deveria ser integralmente cumprido.
Após a negativa, Brandão tentou abafar o caso a sete chaves, mas a informação acabou vazando. Entre aliados, o clima é de preocupação, diante da avaliação de que o grupo político enfrenta desgaste e dificuldades para viabilizar o nome de Orleans Belezão como sucessor.