A Polícia Federal colocou no centro de uma ampla investigação cinco prefeitos maranhenses e um gerente bancário suspeitos de participação em um esquema que teria movimentado milhões de reais em recursos públicos. A Operação Fundo Oculto, deflagrada por determinação da Justiça Eleitoral, apura indícios de desvio de verbas e financiamento irregular de campanhas eleitorais em municípios do interior do estado.
Entre os alvos da operação estão os prefeitos Edésio Cavalcanti, de Turiaçu; Neto Carvalho, de Araioses; Marcio Viana, de Godofredo Viana; Nonato Carvalho, de Magalhães de Almeida; e Ivaldo Ribeiro, de Miranda do Norte. Também é investigado um gerente de agência bancária em São Luís, apontado pela Polícia Federal como peça importante na movimentação financeira sob suspeita.
Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de cerca de R$ 4 milhões em bens dos investigados. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).
Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionaria por meio de contratos firmados entre prefeituras e empresas prestadoras de serviços. Após o repasse dos recursos, parte dos valores seria retirada em espécie, em operações consideradas suspeitas pelos órgãos de investigação. As movimentações financeiras analisadas teriam alcançado aproximadamente R$ 10 milhões.
Durante as buscas, os agentes apreenderam documentos, planilhas e outros materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações. Entre os itens encontrados estariam registros financeiros paralelos e relatórios relacionados ao acompanhamento das ações policiais.
A operação representa um dos mais abrangentes desdobramentos recentes de combate à corrupção eleitoral no Maranhão e levanta questionamentos sobre a utilização de recursos públicos em municípios do interior do estado. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e desvio de recursos públicos.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar a participação de outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido. Os citados na operação têm assegurados o direito à ampla defesa e ao contraditório.
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