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Caos no Hospital do Servidor: atrasos salariais, ameaças e o silêncio da direção Regional do FBAH no Maranhão

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Uma grave crise trabalhista e humanitária atinge os profissionais de saúde do Hospital Estadual do Servidor do Estado do Maranhão (HSE), localizado no bairro Renascença, na capital. Sob gestão da Fundação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (FBAH), a unidade enfrenta atrasos salariais recorrentes e o não pagamento de horas extras que se arrastam há quatro anos, enquanto trabalhadores relatam um ambiente de coação e intimidação sistemática.

Segundo denúncias apuradas, a responsabilidade direta pelas solicitações de pagamento de salários e de horas extras junto ao Estado cabe ao Diretor Regional da FBAH no Maranhão, identificado como Plínio Túzzolo. No entanto, a postura da liderança tem gerado indignação: enquanto o gestor utiliza as redes sociais e veículos de imprensa para promover ações e exaltar uma suposta “excelência” dos servidores, adota uma conduta omissa nos bastidores, esquivando-se de cobrar o repasse dos proventos atrasados e de defender a categoria atingida.

Relatos apontam que a busca por direitos trabalhistas tem sido sufocada por práticas desumanas. Profissionais relatam estar sendo coagidos, intimidados e abertamente ameaçados de demissão caso formalizem denúncias sobre os atrasos e a precarização das condições de trabalho.

A crise ganha contornos ainda mais graves ao ser contrastada com o cenário político estadual. Enquanto trabalhadores da saúde amargam incertezas financeiras, sem recursos sequer para suprir despesas básicas e de alimentação familiar, o governo de Carlos Brandão é criticado por utilizar a estrutura pública e altos volumes de recursos na campanha eleitoral de seu sobrinho ao governo do Estado, deixando os profissionais do HSE à deriva.

Além dos salários atrasados, soma-se ao impasse uma pendência histórica decorrente da atuação na linha de frente da pandemia de COVID-19, em 2022, na unidade da Cidade Operária. Trata-se do não pagamento de horas extras e plantões extraordinários prestados por enfermeiros.

Embora o Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão (SEEMA) tenha conhecimento do caso e sinalize com medidas judiciais, a alegação recorrente da gestão é a suposta ausência de escalas ou documentos comprobatórios. Contudo, a justificativa contraria a lógica operacional: os técnicos de enfermagem que atuaram no mesmo contexto e sob as mesmas escalas receberam os valores devidos, enquanto os enfermeiros, que lideravam as equipes, permanecem sem o ressarcimento.

A categoria exige auditagem imediata nos registros de frequência, contracheques, folhas de ponto e livros de plantão do próprio hospital para sanar o impasse, frisando que não se trata de pedido de benefício, mas do cumprimento do pagamento por um serviço efetivamente prestado há cerca de quatro anos.

Diante do quadro de vulnerabilidade e da prolongada ausência de respostas, os trabalhadores exigem fiscalização e intervenção imediata dos órgãos de controle, pautando as seguintes reivindicações: Apuração imediata e regularização dos salários em atraso e das horas extras pendentes desde 2022; Auditoria independente nas escalas e registros funcionais para equiparação do pagamento de serviços extraordinários; Cessação imediata das práticas de intimidação e assédio moral contra os servidores que buscam seus direitos; Esclarecimento público e transparente por parte da Direção Regional da FBAH sobre a gestão dos recursos e repasses do hospital.

O espaço segue aberto para manifestação oficial da Fundação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (FBAH), da Direção Regional do HSE e do Governo do Estado do Maranhão.