Chamou a atenção da classe política maranhense a postura do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), ao criticar duramente a Caema, órgão vinculado ao Governo do Estado. As declarações atingem diretamente o governador Carlos Brandão e seu sobrinho, Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo do Maranhão.
A situação ganha relevância porque ocorre em um momento de tensão política. Desde que o ministro André Fufuca rompeu com o governo estadual, Rildo Amaral, que é considerado um aliado próximo de Fufuca, também passou a dar sinais de distanciamento. Mesmo após ter sido chamado para uma conversa reservada com um dos principais articuladores do grupo governista, o prefeito voltou a fazer críticas públicas à gestão estadual.

Poucos dias depois, Rildo reapareceu criticando a atuação da Caema e, indiretamente, o governo Brandão. Segundo fontes dos bastidores políticos, o prefeito do segundo maior município do Maranhão estaria se preparando para deixar o grupo político liderado pela família Brandão.
O movimento de Rildo Amaral não seria um caso isolado. Em Rosário, vereadores que haviam declarado apoio a Orleans Brandão também romperam com o governo e passaram a manifestar apoio ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que aparece bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado.
Outros prefeitos e vereadores que integravam a base governista também já deixaram o projeto político liderado pela família Brandão, enquanto outros ensaiam um possível rompimento nos próximos meses.
A saída de aliados expõe dificuldades enfrentadas pelo projeto político de Orleans Brandão, que busca ampliar sua presença no cenário eleitoral estadual. Mesmo contando com a estrutura governamental e o apoio de lideranças da base, o grupo enfrenta desafios para manter a unidade política. Enquanto isso, outros pré-candidatos seguem avançando em articulações e ampliando alianças em diferentes regiões do Maranhão.
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