Capital maranhense registrou 2.395 confirmações até setembro; apesar do aumento expressivo, número de óbitos permanece estável no estado.
Um boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) revela um aumento expressivo no contágio da dengue na capital maranhense. Entre janeiro e setembro de 2026, São Luís registrou 2.395 casos confirmados da doença, o que representa um crescimento de 76,8% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 1.355 ocorrências — uma diferença de 1.040 diagnósticos a mais.
Apesar do forte avanço na transmissão da arbovirose, a taxa de letalidade manteve-se estável: foram confirmados quatro óbitos pela doença em ambos os períodos analisados. Contudo, as autoridades sanitárias alertam que as oscilações climáticas recentes e a aproximação do período chuvoso criam um ambiente propício para a proliferação do Aedes aegypti, vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Prevenção e controle de criadouros
Como o mosquito vetor se reproduz prioritariamente em recipientes com água limpa e parada, a eliminação dos focos domésticos permanece como a principal estratégia de contenção. A vigilância epidemiológica orienta a população a adotar rotinas preventivas, como a vedação adequada de caixas-d’água, a desobstrução de calhas e o descarte correto de recipientes que possam acumular água, a exemplo de garrafas, vasos e pneus.
Sinais de alerta e atendimento médico
Os quadros clínicos mais frequentes da doença incluem febre alta, dores articulares e musculares, cefaleia, dor retro-orbital (atrás dos olhos), náuseas e manchas avermelhadas pelo corpo. Diante dos sintomas, a recomendação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde e evitar terminantemente a automedicação.
A SES ressalta a importância da identificação precoce dos sinais de gravidade — tais como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos nasais ou de mucosas, tonturas e dificuldade respiratória —, que exigem assistência médica imediata.












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