Sem acordo após 13 rodadas de negociação com a Fenaban, categoria mantém paralisação em bancos públicos e privados do Estado
A greve dos bancários no Maranhão entra hoje (10) no seu terceiro dia consecutivo. Iniciado na última terça-feira (8), o movimento por tempo indeterminado atinge agências de instituições financeiras públicas e privadas em todo o Estado, afetando o atendimento presencial à população e provocando filas em unidades de redes como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
A paralisação é reflexo do impasse nas negociações da campanha salarial deste ano. Após 13 rodadas de conversas, a categoria rejeitou em assembleia a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O sindicato patronal ofereceu apenas a reajuste com base na inflação (INPC) acrescido de 0,6% de ganho real — índice considerado insuficiente pelos trabalhadores.
Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), Rodolfo Cutrim, a oferta não atende às necessidades da classe. Além de reajuste salarial digno, as reivindicações incluem melhorias nas condições de saúde e de trabalho, avanços na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o fim da política de fechamento de agências físicas no Estado.
Com a adesão se intensificando ao longo da semana, a orientação do sindicato e das instituições financeiras é que os clientes priorizem o atendimento por meio de canais digitais — como aplicativos de celular e internet banking — além dos terminais de autoatendimento (caixas eletrônicos). Novas assembleias e rodadas de negociação acompanham o desdobramento do movimento nos próximos dias.
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