Investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como associação criminosa, direção perigosa, adulteração de veículos e poluição sonora
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) deve solicitar à Justiça a prisão preventiva de sete pessoas apontadas como organizadoras dos chamados “rolezinhos” de motocicletas realizados em São Luís. Os investigados são suspeitos de envolvimento em uma série de irregularidades identificadas durante as ações de fiscalização.
Segundo o Ministério Público, os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, direção perigosa, adulteração de sinal identificador de veículo e poluição sonora.
A medida é resultado do avanço da Operação Rolezinho, que teve uma nova etapa realizada no último sábado (22). Durante a fiscalização, 53 motocicletas foram apreendidas na capital.
Com a nova ação, o número de veículos retirados de circulação pela operação chegou a 1.672 desde 2021. Antes da fiscalização mais recente, 1.619 motocicletas já haviam sido apreendidas.
De acordo com o promotor de Justiça Cláudio Guimarães, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de São Luís, uma das principais irregularidades encontradas está relacionada à identificação dos veículos. Muitas motocicletas circulam sem placas ou com sinais identificadores adulterados.
Outro problema recorrente são as modificações nos sistemas de escapamento, que provocam níveis elevados de ruído. As alterações estão entre as principais reclamações de moradores das regiões onde os encontros são realizados.
Segundo o Ministério Público, os chamados “rolezinhos” costumam ocorrer durante a madrugada e podem causar transtornos à população, especialmente em razão do barulho provocado pelas motocicletas e da forma de condução dos veículos.
A Operação Rolezinho reúne o Ministério Público do Maranhão, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT).
O pedido de prisão preventiva deverá ser encaminhado à Justiça, que será responsável por analisar a necessidade da medida cautelar contra os investigados.
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