A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Sinal Fantasma, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar fraudes eletrônicas por meio da técnica conhecida como SIM Swap, utilizada para assumir o controle de linhas telefônicas de vítimas e aplicar golpes financeiros.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), que cumpriu sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Luís e em outros dois estados brasileiros.
Durante as diligências, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia para auxiliar na identificação de todos os envolvidos e no avanço das investigações.
Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso começava com a transferência fraudulenta da linha telefônica de uma das vítimas. Após obter o controle do número, os investigados utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por um gerente de instituição bancária e entrar em contato com clientes.
Aproveitando-se da credibilidade da vítima, os criminosos convenciam os clientes a fornecer informações sigilosas e realizar transações bancárias fraudulentas. Os recursos obtidos eram posteriormente transferidos para contas de terceiros, utilizadas para ocultar e movimentar o dinheiro desviado.
As investigações apontam que o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes. Enquanto parte dos suspeitos era responsável pela obtenção irregular das linhas telefônicas, outros executavam os contatos com as vítimas e realizavam a movimentação dos valores provenientes das fraudes.
De acordo com a Polícia Civil, já foram identificados investigados com atuação em pelo menos três estados, indicando o caráter interestadual da organização criminosa.
As medidas cautelares foram autorizadas pela 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, incluindo a autorização para acesso e análise dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos.
O inquérito policial tramita sob sigilo para garantir a continuidade das investigações e preservar a eficácia das diligências. O Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT/SEIC) segue apurando o caso para identificar todos os integrantes do esquema criminoso e responsabilizar os envolvidos pelos crimes praticados.