A morte de Márcia Camila Santos Aroucha, de 33 anos, segue sendo investigada pela Polícia Civil do Maranhão após a mulher não resistir às agressões sofridas no bairro Santa Efigênia, em São Luís. Familiares da vítima afirmam que o caso pode ter sido motivado por desavenças antigas envolvendo os suspeitos.
Em entrevista concedida à imprensa, o marido da vítima, Douglas, contestou informações divulgadas inicialmente sobre o caso e afirmou que Márcia teria saído de casa apenas para comprar um lanche em um estabelecimento próximo ao local da confusão. Segundo ele, os três filhos do casal permaneceram na residência no momento da agressão.
Imagens de câmeras de segurança que circulam nas redes sociais mostram a vítima sendo cercada e agredida por várias pessoas. Entre os envolvidos aparecem mulheres que, segundo relatos, trabalhariam em uma barraca de churrasco da região.
De acordo com o companheiro da vítima, os suspeitos fariam parte de uma mesma família com quem Márcia já teria histórico de conflitos anteriores. Ele também negou a versão de que a mulher estivesse acompanhada dos filhos no momento da agressão.
Após o ataque, Márcia conseguiu retornar para casa e relatou ao marido que havia sido agredida. Dias depois, no entanto, o estado de saúde dela se agravou. A vítima foi internada no Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão II, onde permaneceu sob cuidados médicos até morrer no último dia 20.
Familiares informaram à polícia que Márcia sofreu agressões com socos, chutes e pedradas, apresentando diversos hematomas e uma grave lesão na cabeça.
Inicialmente registrado como lesão corporal grave, o caso passou a ser investigado como homicídio após a confirmação da morte da vítima. A apuração está sendo conduzida pela Delegacia Especial da Cidade Operária, que trabalha para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso.