Home Geral Anvisa proíbe venda de produtos à base de cannabis e suspende medicamento injetável após falhas
GeralSaúde

Anvisa proíbe venda de produtos à base de cannabis e suspende medicamento injetável após falhas

Compartilhe
Compartilhe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, divulgação e distribuição de dois produtos derivados de cannabis vendidos pela empresa Instituto Alma Viva Ltda. A medida foi publicada nesta segunda-feira, 11, após a identificação de irregularidades sanitárias envolvendo os medicamentos Allandiol Forte Black 1:1 e Allandiol Full Spectrum 300 mg.

Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo anunciados e ofertados ao público sem registro ou autorização sanitária válida. A investigação apontou ainda que a empresa responsável não possui Autorização de Funcionamento (AFE), documento obrigatório para fabricação e comercialização de medicamentos e produtos sujeitos à vigilância sanitária.

As irregularidades foram detectadas em canais digitais utilizados pela empresa, incluindo site oficial e perfis em redes sociais, onde os produtos eram divulgados com promessas de benefícios terapêuticos sem comprovação aprovada pelos órgãos reguladores.

A agência informou que a decisão vale não apenas para o fabricante, mas também para qualquer pessoa física ou jurídica que esteja promovendo, comercializando ou distribuindo os produtos. O objetivo é evitar riscos à saúde pública relacionados ao consumo de itens sem controle sanitário adequado.

Além da proibição envolvendo derivados de cannabis, a Anvisa também anunciou a suspensão da comercialização, distribuição e uso do medicamento injetável Kefazol 1 g — pó para solução injetável. A medida atinge os lotes 111626C, 111750C e 112056C.

De acordo com a agência reguladora, a própria empresa fabricante comunicou o recolhimento voluntário dos lotes após identificar problemas no processo de embalagem do medicamento, caracterizando desvio de qualidade. A Anvisa orienta que unidades de saúde, farmácias e pacientes interrompam o uso imediato dos produtos atingidos pela decisão.