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Operação resgata 40 pessoas em situação análoga à escravidão em comunidade religiosa no Maranhão

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Uma operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou ao menos 40 pessoas submetidas a condições análogas à escravidão em uma comunidade religiosa localizada em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

A fiscalização teve início no último dia 27 de abril e identificou graves violações de direitos humanos em um imóvel onde funcionava a Igreja Batista Pentecostal Shekinah. Durante a ação, os auditores encontraram 65 pessoas vivendo em condições degradantes, entre elas homens, mulheres, crianças e pessoas com deficiência ou transtornos mentais.

Segundo as autoridades, a comunidade era ligada ao pastor David Gonçalves da Silva, preso recentemente em uma operação policial que apura crimes sexuais e estelionato.

De acordo com a investigação, os integrantes da comunidade eram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho sem qualquer remuneração formal. As atividades incluíam manejo de animais, limpeza de baias, construção civil, capina, manutenção do sítio e serviços domésticos.

Os homens eram utilizados principalmente em trabalhos pesados relacionados à criação de equinos e manutenção da propriedade, enquanto as mulheres ficavam responsáveis pela limpeza e preparação de alimentos.

A fiscalização constatou que os trabalhadores recebiam apenas alimentação precária, roupas e alojamento improvisado, sem salários, férias, descanso semanal ou qualquer garantia trabalhista. Também foram identificadas jornadas superiores a 12 horas diárias.

Os relatos das vítimas revelaram ainda episódios de violência física e psicológica. Segundo os depoimentos, membros da comunidade eram submetidos a castigos como chicotadas, humilhações públicas e privação de sono.

As autoridades também investigam denúncias de exploração sexual envolvendo adolescentes e jovens, supostamente praticada sob manipulação psicológica e religiosa.

Além das irregularidades trabalhistas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a interdição do local devido às condições insalubres encontradas, como superlotação, falta de água potável e ausência de estrutura mínima de higiene.

Os cálculos iniciais do Ministério do Trabalho apontam que as verbas trabalhistas devidas às vítimas podem ultrapassar R$ 4,5 milhões.

A operação contou com apoio da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Maranhão, Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, SAMU, polícias estaduais e órgãos de assistência social, responsáveis pelo acolhimento das vítimas resgatadas.

Operação resgata 40 pessoas em situação análoga à escravidão em comunidade religiosa no Maranhão

Uma operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou ao menos 40 pessoas submetidas a condições análogas à escravidão em uma comunidade religiosa localizada em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

A fiscalização teve início no último dia 27 de abril e identificou graves violações de direitos humanos em um imóvel onde funcionava a Igreja Batista Pentecostal Shekinah. Durante a ação, os auditores encontraram 65 pessoas vivendo em condições degradantes, entre elas homens, mulheres, crianças e pessoas com deficiência ou transtornos mentais.

Segundo as autoridades, a comunidade era ligada ao pastor David Gonçalves da Silva, preso recentemente em uma operação policial que apura crimes sexuais e estelionato.

De acordo com a investigação, os integrantes da comunidade eram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho sem qualquer remuneração formal. As atividades incluíam manejo de animais, limpeza de baias, construção civil, capina, manutenção do sítio e serviços domésticos.

Os homens eram utilizados principalmente em trabalhos pesados relacionados à criação de equinos e manutenção da propriedade, enquanto as mulheres ficavam responsáveis pela limpeza e preparação de alimentos.

A fiscalização constatou que os trabalhadores recebiam apenas alimentação precária, roupas e alojamento improvisado, sem salários, férias, descanso semanal ou qualquer garantia trabalhista. Também foram identificadas jornadas superiores a 12 horas diárias.

Os relatos das vítimas revelaram ainda episódios de violência física e psicológica. Segundo os depoimentos, membros da comunidade eram submetidos a castigos como chicotadas, humilhações públicas e privação de sono.

As autoridades também investigam denúncias de exploração sexual envolvendo adolescentes e jovens, supostamente praticada sob manipulação psicológica e religiosa.

Além das irregularidades trabalhistas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a interdição do local devido às condições insalubres encontradas, como superlotação, falta de água potável e ausência de estrutura mínima de higiene.

Os cálculos iniciais do Ministério do Trabalho apontam que as verbas trabalhistas devidas às vítimas podem ultrapassar R$ 4,5 milhões.

A operação contou com apoio da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público do Maranhão, Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, SAMU, polícias estaduais e órgãos de assistência social, responsáveis pelo acolhimento das vítimas resgatadas.