Home Geral Com medo da cadeia corja Brandão entra com habeas corpus preventivo no STF
GeralLocalManchetePolíticaÚltimas notícias

Com medo da cadeia corja Brandão entra com habeas corpus preventivo no STF

Compartilhe
Compartilhe

Diante de graves indícios de corrupção, de escândalos sucessivos e outros crimes, o seio familiar — leia-se o núcleo duro da família Brandão — deu entrada, dias antes do Carnaval, com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando habeas corpus nos processos e investigações que estão em andamento tanto na Suprema Corte quanto no Tribunal de Contas da União (TCU), na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal.

Apontada por fontes como uma quadrilha, o que causa estranheza e reforça a percepção de algo anormal é quem são os requerentes da petição: justamente Marcus Brandão, considerado o todo-poderoso do governo do irmão; o filho, Orleans Brandão; e sua esposa, Audréia Noleto, apontada como a número dois do governo do oligarca Carlos Brandão.

Mas, se o governador Brandão, seu irmão Marcus e toda a família afirmam que não fizeram nada e que não há irregularidades no governo, por que pedir uma medida dessa natureza, uma blindagem desse tipo? Afinal, quem não deve não teme.

O medo de ser preso, no entanto, teria justificativa. A dupla Carlos e Marcus Brandão figura em uma lista cada vez maior de denúncias de corrupção em um governo que já era marcado pelo nepotismo e agora aparece como um dos mais corruptos do país.

Como se não bastasse a enxurrada de denúncias e indícios de corrupção, o oligarca Carlos Brandão e seu irmão teriam, segundo fonte, utilizado o sistema de segurança pública, em especial a Polícia Civil, para coagir e perseguir a esposa de uma testemunha do caso Tech Office. O mais estranho é que o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) arquivou um caso que ainda conta com investigação federal em curso. Pode isso?

Enquanto o Maranhão vive um dos piores momentos de sua história — com caos na segurança pública escancarado, estradas cheias de buracos, saúde operando na “UTI” e denúncias de escândalos e corrupção fervilhando no governo do oligarca Brandão — setores da mídia alinhada à família se dedicam a defender o indefensável. Com supostas informações privilegiadas e tentando causar alvoroço, produzem conteúdos de caráter bombástico que, na prática, não causam impacto, tudo para agradar ao governo que os alimenta com valores altíssimos. A mesma mídia, porém, não questiona as denúncias envolvendo a Vigas Engenharia, que teria recebido verbas dos precatórios da educação; os R$ 26 milhões destinados à escola “fantasma” do Angelim, que sequer teria uma coluna de concreto no local; o caso da investigação do TCU que identificou pagamento de R$ 8 milhões a uma empresa que não esteve no canteiro de obras; e o episódio do Tech Office, em que o sobrinho do governador estaria na cena do crime. Todos esses casos são silenciados pela imprensa alinhada ao governo.

O governador Carlos Brandão e sua família deveriam parar de tentar se colocar como vítimas em um cenário já escancarado, marcado por inúmeras irregularidades e por um povo maranhense esquecido e sofrendo com o péssimo governo. Em vez de tentar implantar uma oligarquia e emplacar o sobrinho como sucessor, Brandão deveria cumprir a palavra e o acordo firmados para se eleger em 2022 e que deu ao presidente Lula. Como confiar em alguém que não cumpre a palavra que deu?