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Todo castigo do mundo para traidor é pouco

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Capitaneado pelo oligarca Carlos Brandão, que está sentado na cadeira de governador, segue enfrentando muitas dificuldades para emplacar seu grupo político. É um governo atolado em corrupção e escândalos. O Governo do Maranhão vai de mal a pior. São inúmeros problemas no estado, escancarando o péssimo governador que o Maranhão tem e que tem afundado o estado. A realidade bate à porta e reflete até mesmo dentro do seu grupo político.

O coronelista e oligarca Carlos Brandão, fixado em eleger o sobrinho, abriu mão de fazer uma gestão voltada para os maranhenses e fez uma gestão única e exclusivamente para seus grupelhos políticos. Resultado: educação sucateada, obras inacabadas pelos quatro cantos do Maranhão, obras fantasmas, como a da Escola do Angelim, que já custou milhões sem sequer ter sido feita a terraplanagem. Após inúmeras denúncias, começou a andar a passos lentos.

A saúde segue ladeira abaixo. São muitos problemas que o governo Brandão não conseguiu resolver. As unidades de saúde do estado estão comprometidas, com estruturas em frangalhos e uma procissão de ambulâncias buscando apoio em São Luís, pois os pacientes não são atendidos nos hospitais regionais.

A infraestrutura nem se fala. As estradas do Maranhão estão sendo engolidas por crateras e obras mal feitas. Ou seja, o dinheiro do povo do Maranhão está indo para o ralo.

A segurança pública não existe. Está totalmente sucateada, com a tropa defasada e viaturas aos pedaços.

O resultado desse desastre administrativo é a revolta da população, que não quer mais a família Brandão no comando do estado. O desgaste do oligarca Brandão vai muito além. São diversas denúncias de corrupção, escândalos e fortes suspeitas de esquemas com recursos estaduais para alimentar uma rede de apoio e comprar aliados.

O governo Brandão se resume à falta de credibilidade, a uma gestão pífia, sem a confiança da população, marcada por incompetência e escândalos. Isso tem refletido até mesmo no grupo político, que segue com indefinições e distanciamento de aliados.

Às vésperas da convenção, o governador e seu grupo seguem batendo cabeça para definir quem serão, de fato, os nomes ao Senado. Anunciado há menos de uma semana, o nome para o Senado era Pedro Lucas, que não estava nada satisfeito, pois sabe que nem Orleans nem ele venceriam as eleições, ainda mais nessas condições.

Agora, ressuscitaram a “morta-viva da política”, Roseana Sarney, que foi rejeitada em 2014, quase não se elegeu deputada federal e agora se aventura no barco naufragando do grupo Brandão rumo ao Senado. Brandão agora tenta se apegar à família oligárquica dos Sarney, que conseguiu fazer o mesmo que o próprio Brandão; destruir o Maranhão, e foi expulsa pelos maranhenses.

Com aliados se afastando, como no caso de Iracema, que recusou ser vice na chapa de Orleans, além de Neto Evangelista e Duarte Júnior demonstrarem distanciamento, fica evidente que ninguém quer estar perto da família Brandão. Nem mesmo os aliados mais próximos, que tentam se salvar desse barco furado.

A situação é tão complicada para Brandão que, mesmo sentado na cadeira de governador, com a máquina na mão, não consegue segurar nem os prefeitos, que estão abandonando o governo e a pré-candidatura de Orleans, pois não acreditam nesse projeto natimorto.

Está muito próximo o momento de o governador ajustar as contas com a Justiça. Diante de tanto escândalo, suspeitas de corrupção, ninguém quer ficar por perto, ainda mais quando a Justiça está no encalço. Ninguém quer ficar perto nem pegar a inhaca.

Como diz o jargão popular: “Todo castigo do mundo para traidor é pouco.”