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SUS adota novo exame para prevenção do câncer de intestino; Maranhão já registra 191 casos em 2026

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O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a adotar um novo protocolo para ampliar o diagnóstico precoce do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. O Ministério da Saúde definiu o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos.

A medida busca ampliar o rastreamento da doença no país e facilitar o acesso da população aos exames preventivos. Atualmente, o câncer colorretal é considerado um dos tipos mais frequentes no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país deverá registrar cerca de 53,8 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.

O novo exame é realizado por meio da coleta de amostras de fezes e permite identificar pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino.

Segundo o Ministério da Saúde, o teste possui índice de sensibilidade entre 85% e 92% para detecção de alterações. O procedimento pode ser feito pelo próprio paciente em casa, utilizando kits distribuídos pela rede pública de saúde.

Nos casos em que o resultado apresentar alteração, o paciente será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, utilizada para avaliação detalhada do intestino e remoção de pólipos antes da evolução para câncer.

Entre as vantagens do FIT estão a praticidade e o menor desconforto, já que o exame não exige preparo intestinal nem restrições alimentares.

No Maranhão, os registros da doença vêm apresentando crescimento nos últimos anos. Dados da rede estadual de saúde apontam que foram realizados 526 atendimentos relacionados ao câncer colorretal em 2022. Em 2023, o número subiu para 676 e chegou a 738 em 2024.

Em 2025, foram contabilizados 679 atendimentos e, somente nos primeiros meses de 2026, o estado já soma 191 registros da doença.

As faixas etárias mais afetadas estão entre 50 e 69 anos, justamente o público-alvo definido pelo novo protocolo do SUS. Os municípios com maior número de ocorrências são São Luís, Imperatriz, Codó e Caxias.

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura da doença, além de reduzir complicações e mortalidade.