A confirmação da candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Maranhão escancara o que os bastidores da política local já especulavam: um movimento sem projeto, sem base e movido puramente pela servidão política. Longe de representar uma alternativa real de oposição, a empreitada de Rocha surge com um objetivo cirúrgico e apelativo, atuar como um verdadeiro “candidato laranja” para atacar Eduardo Braide e minar o avanço das lideranças que encabeçam as intenções de voto.

O sinal mais claro dessa articulação de bastidor ocorreu poucas horas antes do anúncio oficial, em uma reunião entre Roberto Rocha e o ex-deputado Pedro Vasconcelos. Conhecido historicamente como peça leal e informante de alta confiança do Grupo Sarney, Vasconcelos funciona como a ponte direta entre a velha oligarquia sarneísta e o atual governo de Carlos Brandão. A presença dessa figura carimbada na mesa de Rocha não deixa dúvidas sobre quem realmente dita as ordens por trás das cortinas.
Derrotado de forma avassaladora nas urnas em 2014, o grupo Sarney tenta agora se reerguer e perpetuar suas práticas através da gestão oligárquica de Carlos Brandão. E, para proteger o Palácio dos Leões e sufocar a oposição, encontraram em Roberto Rocha a figura ideal para cumprir um papel ridículo e vassaláico: o de linha de frente encarregado do trabalho sujo contra adversários diretos.
O cenário expõe também como alvo dos ataques de Roberto Rocha, Lahésio Bonfim e o Partido Novo, que fazem oposição ao grupo Brandão.
Ao se colocar como peça desse xadrez, Roberto Rocha demonstra total desrespeito pela trajetória de quem disputa a eleição de forma legítima. Eduardo Braide, Lahésio Bonfim e o Partido Novo figuram como vítimas diretas de uma estratégia encomendada, criada para fragmentar o eleitorado conservador e enfraquecer o campo oposicionista.
No fim das contas, a postura de Roberto Rocha é a de um vassalo político a serviço de duas oligarquias que tentam controlar os rumos do Maranhão. Sua candidatura não passa de uma encenação a favor de Sarney e Brandão, uma investida que tenta atingir lideranças consolidadas, mas que o eleitor maranhense saberá reconhecer e rejeitar nas urnas toda essa corja que o povo do Maranhão já decidiu que não quer mais eles, Nem Sarney, nem Brandão.