Home Geral São Luís lidera ranking nacional de roubos e furtos de celulares e Maranhão segue entre os estados mais violentos do país
GeralPolíciaSegurançaÚltimas notícias

São Luís lidera ranking nacional de roubos e furtos de celulares e Maranhão segue entre os estados mais violentos do país

Compartilhe
Compartilhe

A criminalidade continua impondo desafios à segurança pública no Maranhão. Dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que São Luís voltou a ocupar, em 2025, a primeira colocação entre as capitais brasileiras com a maior taxa de roubos e furtos de celulares, enquanto o Maranhão permanece entre os dez estados mais violentos do país.

Segundo o levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a capital maranhense registrou uma taxa de 1.517 roubos e furtos de celulares para cada 100 mil habitantes, superando Belém (PA), com 1.487 ocorrências, e São Paulo (SP), que apresentou índice de 1.390,5. O estudo considera municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes.

Embora São Luís não tenha registrado o maior número absoluto de aparelhos subtraídos, a cidade lidera o ranking quando se leva em consideração a proporção entre o número de ocorrências e o total de habitantes.

Ao longo de 2025, mais de 16 mil celulares foram roubados ou furtados na capital maranhense, uma média de aproximadamente 45 aparelhos levados por criminosos todos os dias. A taxa registrada é superior a quatro vezes a média nacional, que ficou em 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes.

O cenário preocupa porque São Luís já ocupava a liderança nacional em 2024, quando foram contabilizados 1.599,7 casos por 100 mil habitantes, totalizando mais de 17 mil celulares roubados ou furtados. Os novos dados demonstram que, apesar de uma leve redução na taxa, a capital permanece como a cidade proporcionalmente mais afetada por esse tipo de crime.

Perfil dos crimes

O anuário também traça o perfil das ocorrências e aponta diferenças entre roubos e furtos.

Os furtos acontecem com maior frequência nos finais de semana, sendo que sábados e domingos concentram 34,5% dos registros. Já os roubos ocorrem predominantemente durante os dias úteis, representando 73,1% das ocorrências, com maior incidência às sextas-feiras.

Os horários também variam conforme o tipo de crime. Os roubos apresentam dois períodos críticos: entre 5h e 6h da manhã e entre 18h e 23h, com pico por volta das 20 horas. Os furtos, por sua vez, concentram-se entre 10h e 12h e no intervalo entre 17h e 20h.

Os especialistas responsáveis pelo estudo observam uma mudança no comportamento da criminalidade, indicando que os assaltos estão cada vez mais concentrados no período noturno, quando grande parte da população retorna do trabalho, da escola ou da faculdade, circunstância que facilita a ação dos criminosos e reduz a presença de testemunhas.

Ruas concentram maior parte das ocorrências

As vias públicas continuam sendo o principal cenário para esse tipo de delito. Conforme o levantamento, 77,2% dos roubos ocorrem nas ruas. Nos casos de furto, 49,3% acontecem em vias públicas, 15,2% em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte coletivo.

O estudo também mostra que os homens são as principais vítimas dos roubos, representando 59,8% dos casos. Nos furtos, a distribuição é praticamente equilibrada entre os sexos, com 50,3% de vítimas do sexo masculino e 49,7% do sexo feminino.

Maranhão segue entre os estados mais violentos do Brasil

Além do elevado índice de crimes patrimoniais em São Luís, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública também coloca o Maranhão entre os estados com maiores índices de mortes violentas do país.

O estado ocupa a sexta posição no ranking nacional, com taxa de 29,7 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, índice significativamente superior à média brasileira, que foi de 19,1 mortes por 100 mil habitantes.

O ranking é liderado pelo Amapá (42,5), seguido por Bahia (36,8), Ceará (34,7), Alagoas (33,1), Pernambuco (33), Maranhão (29,7), Rio Grande do Norte (29,1), Pará (28,4), Rondônia (28,1) e Paraíba (24,6).

As mortes violentas intencionais englobam homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

O levantamento mostra ainda que o Nordeste permanece como a região mais violenta do país, encerrando 2025 com taxa média de 31,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, muito acima da média nacional. Em seguida aparecem as regiões Norte (25,3), Centro-Oeste (17,3), Sudeste (12,6) e Sul (11,9).

Os dados reforçam o desafio enfrentado pelas autoridades na área da segurança pública e evidenciam a necessidade de políticas mais eficazes de prevenção e combate à criminalidade, tanto em São Luís quanto em todo o Maranhão.