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PT oficializa candidatura de Lula à reeleição e confirma Alckmin como vice para disputa de 2026

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O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, neste domingo (2), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição durante convenção nacional realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. O evento também confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como companheiro de chapa para a disputa das eleições presidenciais de 2026.

A formalização da candidatura foi anunciada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que informou que a chapa já havia sido registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cumprindo as exigências legais para participação no pleito.

A convenção reuniu ministros, parlamentares, dirigentes partidários e representantes de partidos aliados. Entre as lideranças presentes estavam a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), o presidente estadual do PT em São Paulo, Kiko Celeguim, a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Lula busca o quarto mandato

Aos 80 anos, Lula disputa sua sétima eleição para a Presidência da República. Ele governou o país entre 2003 e 2010, foi novamente eleito em 2022 e agora tenta conquistar o quarto mandato.

Caso seja reeleito, o petista passará a acumular 16 anos na Presidência da República, tornando-se um dos chefes do Executivo com maior tempo de permanência no cargo na história do país.

Alckmin permanece na chapa

A convenção confirmou a permanência de Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente, repetindo a aliança vencedora das eleições de 2022.

Ex-governador de São Paulo e antigo adversário político de Lula, Alckmin passou a integrar o PSB e, desde o início do atual governo, exerce a Vice-Presidência da República e o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Coligação reúne seis partidos

A chapa presidencial contará com o apoio de seis legendas: PT, PSB, PV, PCdoB, PSOL e Rede Sustentabilidade, além do PDT, que oficializou apoio à candidatura em julho.

Segundo dirigentes da coligação, a aliança busca ampliar a base de sustentação política em defesa da continuidade do atual governo.

Campanha começa em meio a investigações envolvendo filho do presidente

A oficialização da candidatura ocorre em meio à repercussão de investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Na última semana, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de dois inquéritos para apurar supostos crimes de tráfico de influência e corrupção. As investigações apuram a possível atuação de Lulinha em benefício de lobistas interessados em contratos com órgãos públicos.

A defesa de Fábio Luís nega qualquer irregularidade e afirma que não há elementos que justifiquem a abertura das investigações.

Em entrevista concedida na última semana, o presidente Lula afirmou que o filho deverá responder à Justiça “como qualquer cidadão” e declarou que não haverá tratamento diferenciado caso as acusações sejam confirmadas ou arquivadas.

Cenário eleitoral

Com a convenção do PT, os principais partidos concluíram a oficialização de seus candidatos à Presidência da República. Também já registraram suas chapas o PL, com Flávio Bolsonaro; o PSD, com Ronaldo Caiado; o Novo, com Romeu Zema; e o Missão, com Renan Santos.

As convenções partidárias seguem até o dia 5 de agosto. O prazo para registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto, enquanto a campanha eleitoral terá início oficialmente em 16 de agosto.

A eleição presidencial de 2026 deverá ser marcada pela polarização entre os principais grupos políticos do país, em uma disputa que promete mobilizar partidos, lideranças e eleitores em todo o território nacional.