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Justiça de SP aceita denúncia e torna Deolane Bezerra ré em ação sobre organização criminosa e lavagem de dinheiro

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A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual e tornou ré a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra em uma ação que apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Além de Deolane, também passaram à condição de réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa.

Com o recebimento da denúncia, tem início a ação penal, etapa em que serão produzidas provas e apresentadas as defesas dos acusados. A medida não representa condenação, cabendo à Justiça analisar os elementos do processo antes de eventual sentença.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente. Segundo o Ministério Público, a apuração identificou movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para ocultar e reinserir recursos de origem ilícita na economia formal.

De acordo com a denúncia, familiares e pessoas ligadas a integrantes da organização criminosa teriam participado da distribuição de valores obtidos de forma ilegal. Os promotores afirmam que parte desses recursos teria sido destinada a contas vinculadas aos denunciados.

O Ministério Público sustenta que relatórios de inteligência financeira, além de análises fiscais e bancárias autorizadas judicialmente, apontam indícios de operações destinadas a dar aparência de legalidade aos valores investigados.

A denúncia foi assinada pelo promotor Lincoln Gakiya e outros integrantes do Ministério Público paulista. Gakiya é reconhecido por sua atuação em investigações relacionadas ao crime organizado no estado.

Presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 em Tupi Paulista, Deolane Bezerra teve negado o pedido de transferência para uma Sala de Estado-Maior, prerrogativa prevista para advogados em determinadas circunstâncias. A defesa também solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Ao analisar o pedido, o Ministério Público manifestou entendimento de que a unidade prisional oferece condições adequadas para a permanência da investigada. Os promotores também argumentaram que a existência de filha menor de 12 anos, por si só, não justificaria a concessão da prisão domiciliar sem a análise dos demais elementos do processo.

As defesas dos acusados poderão apresentar suas manifestações ao longo da tramitação da ação penal.


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