O acesso à internet no Maranhão registrou forte expansão nos últimos dez anos, alcançando a maior parte dos lares do estado e promovendo uma significativa inclusão digital da população idosa. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC 2025), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, 92,1% dos domicílios maranhenses possuem acesso à internet, o equivalente a mais de 2,1 milhões de residências conectadas. O índice representa crescimento em relação ao ano anterior e demonstra a consolidação do acesso digital em praticamente todo o estado.
Entre os principais destaques da pesquisa está o aumento expressivo do uso da internet pela população com 60 anos ou mais. Em 2016, apenas uma pequena parcela dos idosos utilizava a rede mundial de computadores. Em 2025, esse percentual saltou para 66,1%, evidenciando uma transformação significativa no perfil dos usuários e uma maior integração dessa faixa etária ao ambiente digital.
O levantamento aponta ainda que mais de 5 milhões de maranhenses com 10 anos ou mais utilizaram a internet em 2025, representando 86,2% da população nessa faixa etária. Apesar dos avanços observados nos últimos anos, o Maranhão ainda apresenta um dos menores índices de acesso do país entre os estados brasileiros.
O celular permanece como o principal meio de conexão dos maranhenses. Quase a totalidade dos usuários acessa a internet por meio do telefone móvel, e para metade deles esse é o único equipamento utilizado para navegar, estudar, trabalhar ou se comunicar.
Outro indicador que demonstra a evolução da conectividade é a expansão da banda larga fixa. O número de residências atendidas por esse tipo de serviço cresceu de forma expressiva na última década, ampliando a qualidade e a estabilidade do acesso à internet em diversas regiões do estado.
Apesar dos avanços, a pesquisa também revela desafios relacionados à inclusão tecnológica. O Maranhão continua registrando um dos menores índices de posse de computadores do país. Menos de um quinto dos domicílios possui microcomputador, enquanto a grande maioria das residências ainda não conta com computador ou tablet, o que evidencia a dependência dos aparelhos celulares para o acesso ao ambiente digital.
Os números mostram que o estado vem avançando na democratização da internet, mas também reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e inclusão tecnológica para reduzir desigualdades e ampliar o acesso a ferramentas digitais mais diversificadas.
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